Retorno do fundamento
Com certo exagero, é claro, mas com muita verdade, meu amigo Tusquinha, Ayrton Batista Jr, diz que esta arte preciosa do futebol, está de volta ao Coritiba com Rafinha.
É verdade. O primeiro gol de Rodrigão diz isso, no famoso um dois que fizeram, Rafinha e Rodrigão.
Uma troca de passe, com um gol usando um fun-da-men-to do futebol, também nos mostra o tamanho de nossa carência.
Cena comum por aí, neste mundo do futebol, jogado quando vemos alguma qualidade, mas que no Coritiba, só agora festejamos, tamanha a nossa carência neste período de vacas magras. Já tivemos esta qualidade que foi um diferencial nosso, mas há muito tempo passando longe do Alto da Glória.
Rafinha já mostrou que será este diferencial nesta Série B. Só por isso já terá valido a volta deste baixinho no ataque do Coritiba. Nas tabelinhas com Rodrigão ou com qualquer outro companheiro, seja lá com quem for, entre tabelinhas ou dribles, que leve o Coxa de volta à primeira divisão. Que seja com Rafinha e seus parceiros, o nosso caminho para sair de onde estamos estagnamos já há muito tempo.
Que Rafinha faça de Rodrigão o principal artilheiro de segundona. Mas acima de tudo nos devolva um pouco desta qualidade perdida no tempo.
É apenas o começo, a volta de um jogador que, a cada dia faz aumentar a expectativa em torno da sua volta , tamanha a carência do clube com o futebol de alguma qualidade.
Nem que seja assim mesmo, apenas com um mísero jogador com alguma qualidade. Rafinha é um diferencial. Não porque é um jogador excepcional, mas apenas porque domina os fundamentos, coisa que no Coritiba tentam e não acham ou não sabem procurar.
Sim, a volta de Rafinha pode também mostrar a distância que nos separa do mínimo aceitável.
Aproveito para mais uma vez lembrar que Rafinha não fará sozinho o serviço. Não pode ter sob sua responsabilidade toda a carga de levar o Coritiba de volta à primeira divisão.
Um Rafinha só não faz verão!
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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