Revés é pouco
A rica língua portuguesa - e também difícil - talvez ainda não tenha achado uma definição mais adequada para o que este time do Coritiba anda fazendo com sua torcida.
Enquanto a língua portuguesa trabalha para adjetivar o que anda fazendo o Coritiba, digamos que ontem fizeram mais uma PATETADA, não houve REVÉS. Por enquanto PATETADA, exprime melhor o que fez o zagueiro Márcio, por exemplo. Aliás, o que fez o time todo, pra não ser injusto. Patetadas fazem os dirigentes.
Numa rápida conversa com um menino, na chegada ao estádio ontem, seu pai me dizia que estaria tudo bem se o time ganhasse. Rimos e concordamos que esta era a esperança de todos, mas que podia não acontecer, como não aconteceu e não acontece há muitos anos.
Isso chama-se ESPERANÇA, não é REVÉS. ESPERANÇA é só o que nos resta. Vão passar as duas semanas que nos separam do atletiba e logo estaremos prontos para acreditar que talvez agora a coisa vai, com ESPERANÇA, novamente.
Este atletiba será um marco, mais um daqueles que entra pra história. Uma derrota será muito mais que um novoREVÉS. Será a “tampa do caixão”. Mas uma vitória nos deixa novamente com ESPERANÇA de achar que “agora o time engrena”! Uma DERROTA, daquelas de sair sem rumo, será muito mais que um REVÉS: será o fim da linha.
REVÉS, DERROTA, MELANCOLIA, com partidas patéticas como a de ontem, dá tudo na mesma para um torcedor descrente, triste e cada vez mais distante do clube.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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