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ArquibancadaSergio Brandão

Rumo ao hexa

Nossos comentaristas e a torcida nos brindam com o que poderia ser uma coluna. Só estão postados separados, ou na cabeça e no coração de cada um. Então, seleciono algumas coisas que ouvi e li. Junto o que daria uma coluna inteira, somo com meu texto abaixo. Me licencio primeiro com dois em especial, porque dizem em seus textos o que a maioria sente. Que me desculpem os demais, afinal não dá pra ler todos, de todas as colunas e de todas as matérias. Mas creia, seu sentimento, o que ouvi na saída do Couto na noite deste sábado, também estão aqui no texto abaixo.

Fica como uma homenagem a todos que acreditaram ou que se rederam aos fatos, assim como eu, já algum tempo. Não que não existisse alguma esperança, mas convenhamos, e vocês sabem disso, do jeito que a coisa estava indo, estava mesmo difícil de acreditar.

Ainda não tinha dito isso, mas o Coritiba estava me lembrando muito o Internacional do ano passado, que no final não teve mesmo solução. Tudo foi tentado e o time não se acertou. O Coritiba rendeu, finalmente...graças!

Felipe C. Martinez e Admir, comentaristas aqui do site, resumem o que está no íntimo de cada um.O Felipe mata a pau. Disse ele: "jogamos bem. Wilson nos fez vibrar no pênalti. Acho que no fundo, todos queriam comemorar um gol dele, em casa".

O Admir completa dizendo: "4 jogos, 3 vitórias e um empate. Vou reclamar do quê?"

Na saída do Couto, conversando e ouvindo alguns torcedores, a gente entende melhor este espírito. Nesta fase que entramos abaixo do limite tolerável, ainda podendo escapar do rebaixamento, mas precisando fazer muita força - e a gente vendo que força não bem o nosso forte-, estava mesmo difícil de acreditar que escapássemos (ainda não escapamos). Mas agora temos motivos de sobra para acreditar que é possível, sim.

Ninguém está cobrando qualidade técnica, embora agora também seja possível ver isso também. Alan Santos e Jonas se desdobram, parecem ir além do que podem, para dar qualidade ao meio de campo. Andam jogando muito.

Agora o time toca a bola com mais facilidade, com mais qualdiade. A bola não queima mais no pé. A gente exigia raça, briga, vontade. Esta energia que agora é o principal combustível do time em campo e que a torcida também comprou, dando mais um voto de confiança.

Agora o que importa é não deixar o time ser rebaixado, certo? Seus problemas técnicos, seus problemas administrativos, neste momento, são menos importantes. Importa tirar o Coritiba desta situação, embora alguns ainda insistam em eleger outras prioridades, caçando bruxas. Pois que fiquem com suas bruxas, me junto ao torcedor que acredita ser possível apostar em nova fuga da queda, nosso “hexa não queda”. Depois deste único problema, que precisa de dedicação e concentração, lavamos roupa suja.

Rumo à primeira divisão de 2018 com cara de time grande, brigando por algo melhor, porque nós merecemos.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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