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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Rumo ao título!

Parece que já podemos deixar de lado o sentimento de vira-latas. É olhar pra trás e imaginar o que devem estar pensando CSA, Goiás, Avai, CRB e até Guaraní e Vasco. Imagino que digam: Coritiba e Botafogo já garantiam suas vagas. Ainda restam outras duas , disputadas por pelos menos 6 pretendentes.

Muito natural que a rede de tv, detentora dos direitos de transmissão do jogos da Série B, Sportv, classifique a competição como a supersérie B, a maior de todos os tempos. Não pelo nível, não pelas presenças de Botafogo, Cruzeiro e Vasco, por que justamente os três foram decepção e a grande estrela desta competição foi a regularidade do Coritiba, líder há muito tempo, mais da metade da competição.

Mesmo que estejamos a 3 pontos de garantir o retorno à Série A, (uma vitória em cinco jogos restantes ou três empates), isso parece pouco para o que fez o Coritiba até aqui. Espero mais. O sentimento da torcida e do elenco parece ser o mesmo: retornar marcando esta nova era no alto da Glória como campeões da “B” e voltar definitivamente, este é o sentimento que prevalece.

O único impedimento é a igualdade técnica entre pelo menos os 10 primeiros colocados. E esta condição é tão igual que em muitas situações basta apenas um gol pra mudar a história de uma partida. Caso de ontem, contra o Operário. O Coritiba do segundo tempo não foi o mesmo do primeiro. O gol de Castan não só mudou o jogo, como poderia ser o primeiro de uma goleada histórica contra o Operário, um resultado, até o início do segundo tempo, inimaginável para o mais otimista torcedor. Não foi uma goleada, mas quase.


Waguininho, Gamalho e Igor fizeram a diferença, como já fizeram em rodadas anteriores. Waguininho especialmente nas últimas partidas. Com ele o Coritiba é outro. Se transformou num jogador fundamental para o formato que Morínigo deu ao time.

A próxima rodada pode dar ao Coritiba a garantia do retorno à Série A. Como disse em coluna anterior, por méritos e merecimento.

Torcida x Covid-19

A festa das arquibancadas voltou e ontem no Couto mais uma vez fez a diferença. Faço parte do time dos mais reservados com relação a esta abertura quase total para a torcida, como ontem, com quase 18 mil pessoas no Couto Pereira. Muitos sem máscara e nenhuma preocupação com distanciamento.

Ainda vivemos uma pandemia e o futebol parece viver mesmo num mundo à parte, porque definitivamente o público está de volta em todos os estádios brasileiros. Mesmo que ainda tenha gente morrendo, vítima da Covid-19.

Não há como negar que a vitória de ontem também foi uma conquista da torcida que ajudou a criar o ambiente de vitória, mas isso precisa ser pensando com mais responsabilidade. O quadro epidemiológico da cidade ainda não permite aglomeração como a de ontem e outras tantas que vejo pela cidade e pelo país inteiro. Seja nas arquibancadas ou em baladas. É preciso pensar melhor isso e achar um caminho mais seguro.


Avante, Coxa! Rumo ao título!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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