Sábado de aleluia?
Seria a partida onde Pastana, Barroca e Samir entrariam em campo também com a corda no pescoço e começariam a entender o que parece que ainda não entenderam ou fazem de conta que não entendem. Principalmente Barroca que estaria no calor dos cornetas das sociais, em seus gritos de "burro ... burro" e outros elogios e sugestões que oferecem quando o treinador está em dívida com a torcida.
É claro que não é possível fazer bons prognósticos para esta partida. O Flamengo não é time para levar três lambadas seguidas, assim como o Coritiba e. Apenas avaliando as administrações, planteis e desempenhos recentes já temos um prognóstico.
Entre os três, Barroca é o único que sabe que já está com a corda no pescoço, aliás há muito tempo. E aí é que mora um outro perigo. Porque escalar, montar e preparar um time, não é exatamente a qualidade do nosso treinador. Principalmente nas escalações, Barroca tem tido muita dificuldade para trabalhar. Não só pelo que lhe é oferecido - a qualidade do elenco - mas principalmente pelas invenções que faz antes e durante as partidas. Caso da última rodada, quando me lembrou a conhecida história de Carpegiani, quando escalou o zagueiro Jorjão de centroavante. Barroca fez o contrário, quando inventou Igor Jesus e Sassá na frente e que por ironia, Sassá foi o homem que fez o pênalti que deu a vitória ao Bahia, com um bom zagueiro atabalhoado que não é.
Pergunta: O que fazia Sassá na área Coxa, dando uma de defensor? Orientação do treinador? Ou apenas voluntarioso em excesso? Não duvido em orientação vinda do banco.
Por tanto, Coritiba e Flamengo nos reserva novas emoções ou novas irritações e como virou moda, o onze titular só será anunciado momentos antes do jogo, mas acredito em nova escalação, em novas invenções.
Que mais uma vez Deus nos proteja contra as invenções de Barroca, e ilumine os convocados para a partida.
Só não vale, em caso de vitória, comprar a nova ideia de que a crise passou e tudo volta ao seu devido lugar. Porque isso é comportamento clássico de torcedor menos avisado e pouco antenado com os problemas internos do clube.
“ Vencemos o time estrelado do Flamengo” – dirão os mais empolgados.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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