Sem patrocínio
Vale lembrar que há mais ou menos um mês, este contrato foi dado como fechado, anúncio inclusive feito pelo próprio clube. Com os detalhes de valores, o que causou revolta entre alguns torcedores, porque segundo as informações, o Paraná Clube havia fechado o mesmo contrato, mas com valores acima de 3 milhões. É que no Coritiba, alguns ainda vivem o sonho da imortalidade, lembrando o período que o clube fez história nos anos 60 e 70, como o maior do Estado.
Mas não é o nosso tamanho que importa agora. Não interessa e nem tem valor algum, pelo menos para a Caixa Econômica Federal, a história gloriosa dos anos passados do Coritiba.
À instituição bancária, interessa a certidão negativa que o clube precisa apresentar para que este contrato de 3 milhões, seja finalmente assinado. São as Certidões Negativas de Débitos (CNDs) exigidas pela Caixa. Diz a assessoria de imprensa do clube, em matéria da Gazeta, que trabalha para regularizar essa situação. As CNDs servem para determinar se a entidade jurídica não possui débitos ou pendências financeiras.
O "status" de clube devedor, construído há anos, por administradores que sempre fizeram vista grossa ao endividamento do Coritiba, e que Bacellar e seu G5 terminaram de colocar a tampa do caixão.
Os opositores de Samir dirão: “mas ele não sabia disso quando assumiu o clube”?
Não sei, acho que sim. Mas não estou aqui para defender Samir ou acusar Bacelar, Vilsão, Cirino ou Gionedes.
Sei que 3 milhões e 800 mil é muito dinheiro para um clube que conta as migalhas para pagar água, luz e funcionários. Isso sem citar as despesas maiores como salários gigantescos de atletas e outros funcionários.
Pior que tudo isso, somado a todas as outras coisas obscuras que rondam o Alto da Glória... Os problemas parecem não ter fim. Por isso, acho que seria bem interessante neste momento o presidente Samir, acompanhado do seu G5, dar a cara pra bater.
Além de todas as cobranças que anda tendo com a qualidade do futebol do Coritiba, nestes primeiros 4 meses de mandato, outras dúvidas como esta do contrato com a Caixa, se acumulam e ficam sem explicação oficial.
Sugiro uma coletiva com a imprensa, mas uma coletiva de verdade. Ainda esta semana, convocando a imprensa em geral, não apenas os setoristas do clube e alguns “paus mandados”. É o mínimo que precisa ser feito, presidente Samir.
Além de aproveitar a oportunidade e fazer um balanço administrativo destes primeiros quatro meses de gestão. Dar satisfação sobre outras questões prometidas em campanha. Como enxugamento da máquina administrativa, reforma do Couto, divida, ações trabalhistas, penhora de CT, investimento na base, etc. etc. etc. Um verdadeiro balanço destes primeiros meses de administração da chapa "Coritiba do futuro".
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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