Sem politica, por favor!
Mas isso nos leva a outras questões. A primeira e mais importante é que o grupo que comanda o clube hoje, foi eleito legitimamente e de lá só sai se quiser ou se cometer alguma irregularidade grave, que o leve a alguma punição prevista no estatuto. Por tanto, é desnecessário perder tempo com movimentos de pedido de impeachment ou caminhos semelhantes. Isso só terá efeito como pressão ao grupo de comando, mas nenhuma solução efetiva e prática aos problemas.
O estatuto do clube considera sócios e conselheiros, se somados em determinado número, para ter algum efeito a ser levado em conta para abertura de qualquer processo que seja, para discutir a legitimidade ou não do presidente e seu grupo. Movimento com apoio de torcedores, tem efeito apenas moral.
Costumo dizer que ninguém é mais torcedor que ninguém. Todos são Coxas, sócios ou não. Como apenas sócios e conselho não devem - na minha opinião -, serem isoladamente responsabilizados pelo resultado da eleição, sócios, conselho e torcida, devem se unir em nome do futuro do Coritiba. Respeitar e legitimidade da eleição que elegeu Samir Namur, mas cobrar tentando resolver maduramente e objetivamente os problemas do clube.
Criar casos, bater o pé, ironizar, tirar proveito de derrotas e protestar, apenas tumultua ainda mais o ambiente e ganha tom de interesse político, o que neste momento precisa ser deixado de lado.
O problema é grave e precisa de lucidez na discussão, seriedade e menos passionalidade, buscando exclusivamente soluções ao Coritiba. O que sinceramente considero difícil, porque no Coritiba elas sempre estiveram acima dos interesses do clube, especialmente nos últimos 20 anos. As pessoas que nele ou dele vivem ou viveram, colocam acima de tudo, suas vaidades, seus interesses pessoais e até econômicos, para depois fazer valer o nome da instituição.
Quando no post anterior me refiro a “sacudir a árvore doente e derrubar todos os frutos podres” - é a esta situação que me refiro.
Os problemas internos são tão grandes, que mesmo assim todo este esforço pode ser desnecessário, porque apenas arrancar os frutos podres talvez não baste. Quem sabe seja preciso arrancar a raiz desta árvore, tratar e voltar a dar saúde ao doente.
Trata-se de um processo cansativo, muito difícil e que pode não dar em nada. Talvez esta dificuldade seja mesmo conveniente porque assim, seleciona as pessoas e coloca em campo de batalha, apenas os que estão dispostos a lutar em nome da recuperação do Coritiba Foot Ball Club.
Abro a lista colocando meu e-mail para contato. Um começo de conversa que podemos levar adiante, se assim jugarem oportuno. Quem sabe nos organizando e nos encontrando para conversar e buscar um caminho. Assim, talvez a gente consiga estabelecer um começo de conversa com o comando do clube e cobrar o que julgamos necessário.
brandaosergio@hotmail.com
SAV.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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