Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Será preciso muito mais que garra

E lá vamos nós com uma mão na frente outra atrás, no "que seja o que Deus quiser", torcendo sempre, porque é o que nos resta. Lá se vai o tempo que jogar contra o Avaí em casa e a única preocupação era saber de quanto seria a vitória.

Agora, vem pela frente um adversário que decide amanhã quarta-feira (26), o título catarinense contra a Chapecoense, com a vantagem do empate porque venceu a primeira em casa.

Não consigo esperar novidades, até porque a única é a volta de Robinho que retorna depois de contusão, mas deve ser opção de banco.

Por isso, não consigo ver nada além do que este time mostrou até aqui, com todas as suas conhecidas deficiências na zaga e no meio. Um problema crônico de anos.

Aqui cabe uma máxima que conhecemos bem desde que viramos habitues da segundona. Se a nossa pretensão é subir, jogo em casa não tem opção: é vitória sem segunda opção, sequer o empate é possível admitir. Se beliscar uns pontinhos fora, com uma série boa de empates e algumas vitórias, o pesadelo pode virar sonho.


Mas é impossível sonhar assim, ainda com o recente vexame no regional ainda muito vivo na memória.

Ou começamos tudo de novo, renovando as esperanças como temos feito nos últimos anos, ou já entramos derrotados. Nós torcedores podemos. Eles em campo não. Mas de onde tirar esperança? Coisa que só torcedor sente, mas não explica.

Uma vitória convincente nesta largada é tudo que o Coritiba precisa. Bater a poeira, esquecer o passado e acreditar em largar entre os vencedores. Um ponto muito positivo, com peso psicológico, de superação e de resgate da confiança perdida em algum canto do Couto Pereira.

Mas para isso gostaria de saber onde está a cartola mágica de Morínigo, que precisa fazer este time ser convincente, além de vitorioso. Convincente e vitorioso é pedir demais? Acho que sim.

Se a máxima de Follador prevalecer, quando prometeu um time pelo menos briguento, incansável, vale lembrar que ainda não será o suficiente porque para estar entre os 4 primeiros, vai precisar de muito mais que isso.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (6)
Link copiado para a área de transferência