Sete pontos pra sair do sufoco...
A última vez que jogou por aqui, foi também contra um carioca, bem menos inofensivo, por isso, é bom se espertar, abrir os olhos pra não correr riscos.
Há os que acham que vivemos novos tempos. Que a vitória em Recife tenha tirado a “zica” e Pachequinho deu um passo à frente, na tentativa de acertar o time. Aos mais pessimistas, onde ondo me encaixando, ainda temo por um novo tropeço.
Domingo contra o Flamengo, na minha modesta opinião é “matar ou morrer”. Vencendo, praticamente sai da areia movediça da ZR. Perdendo, não só volta à zona como perde todo o embalo que ensaiou nas duas rodadas anteriores, quando mostrou um futebol mais eficiente e terá tudo para se descontrolar de vez, perdendo a mão.
Ontem em conversava com um amigo, e fazendo as contas, concluímos que depois de tanto ponto perdido, tanto fora como em casa, além de precisar da vitória contra o Flamengo, um empate contra o Vitória e mais três pontos contra a Ponte, seriam resultados pra lá de satisfatórios para terminar este primeiro turno praticamente sem a corda no pescoço, resolvendo a vida do Coritiba neste brasileiro, entrando numa zona de conforto, mesmo que tenha mais tropeços adiante.
Como a semana foi turbulenta e a diretoria mais uma vez não conseguiu blindar o time das conversas sobre estádio, desacertos entre dirigentes, de atletas que não fariam mais parte dos planos do clube, mais uma vez a intranquilidade prevaleceu e pode atrapalhar. Fica mais uma vez a nossa torcida para que o departamento de futebol faça a sua parte, supere os mares agitados dos bastidores, desconsiderando que o comando diretivo continue fazendo força em sentido contrário.
Berola à vista. É o que pelo menos indica o comando técnico (interino). Prefiro acreditar que se for, que seja nos moldes de Kazim. Neto Berola anda muito tempo sem jogar e ainda busca a sua melhor forma física e técnica, se é que tem. Espero que se aproveitado, seja para os 20 minutos finais, se necessário for. A tendência parece ser o mesmo time que venceu o Santa Cruz. E de fato é a melhor opção que Pachequinho tem para o momento, imagino.
As duvidas são Juninho ainda machucado e Iago, que ninguém sabe se estará no banco, mais uma vez. Primeiro diziam que estava machucado, voltou contra o Santa Cruz e novamente correspondeu arrumando parte de nossos problemas. Mas esta semana surgiu a conversa que o menino já estaria no Internacional, atendendo interesses de um dirigente ou conselheiro. A diretoria não respondeu nem sim nem não. Mais uma vez a torcida, a maior interessada, fica na espera de que sua bola de cristal trabalhe e a dúvida seja desfeita.
Este é o Coritiba em véspera de mais uma partida importante. Entre aspas, entre parenteses, travessão, interrogações, exclamações, nomes, advertências. Enfim, foi o que tivemos por aqui em nossas colunas esta semana.
Que na próxima semana a gente se encontre por aqui, mas comemorando mais uma vitória e ainda mais distante da zona de rebaixamento. E sem tropeços, sem trapalhadas, que se não são os principais problemas, andam contando muito para tirar o time dos trilhos, sim.
Que estejamos no noticiário esportivo, e não no jornalzinho do CREA, a partir de segunda-feira.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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