Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Silêncio dos incompetentes

Além de Rafael Marques, alguém aqui ouviu alguma reclamação sobre o pênalti absurdo dado pela arbitragem, na partida entre Coritiba e Chapecoense?

Pablo dos Santos Alves, da Paraíba, foi absurdo na sua decisão, porque se houve falta no lance, foi do atacante da Chapecoense em Rafael Marques. O lance foi o segundo pênalti da partida, a virada da Chapecoense. O segundo pênalti marcado no jogo, os dois a favor do time de Santa Catarina, que perdia por 1x 0. No primeiro lance até é possível admitir uma ligeira imprudência de Juninho na disputa de bola, mas no segundo não.

Aliás, Juninho precisa melhorar este fundamento. Anda entrando muito atabalhoadamente em lance que não é a primeira vez que coloca o time nesta situação. É um problema que precisa ser corrigido e advertido, agora por Pachequinho. O problema se repete e não pode mais acontecer.

Mas os erros não param aí. Além do pênalti mal marcado por Pablo dos Santos, além do erro de Juninho no primeiro lance, também temos um outro problema que só será sentido mais adiante. Um problema único e exclusivo do Coritiba, quando se cala diante de tal absurdo. O único que vagamente mencionou alguma reclamação do segundo pênalti, foi Gilson Kleina, mas já no vestiário, e para se desculpar de mais uma derrota. Nem Macedo e nenhum outro diretor se manifestou sobro o lance.

Rogério Bacellar porque estava viajando e cuidado de outros problemas. Estava fora e nem viu o jogo. Aliás, um desleixo inacreditável com o incêndio que tinha dentro de casa, sair em viagem num momento destes. Soube do resultado por telefone, numa ligação que Macedo lhe fez, para conversar sobre Kleina. Macedo também não reclamou porque provavelmente nem sabe interpretar um lance destes e se perguntar a ele, provavelmente não saberia explicar direito o que é um pênalti, tamanho seus conhecimentos futebolísticos.

Pode não dar em nada, mas precisa reclamar, espernear, tornar pública a injustiça. O barulho é a arma. No mínimo inibe novos erros. Não acredito em má fé, mas em falta de preparo não só de Pablo dos Santos Alves, mas de toda a arbitragem brasileira.

Não é possível que com toda a evolução do futebol, a arbitragem continue estagnada nos erros que comete há anos, que ela continue assim tão mal preparada, tão ruim. Para agravar ainda mais o problema, os recursos de televisão, com câmeras espalhadas por todo o estádio, entregam o mínimo erro, que muitas vezes é até possível relevar, mas erros como o cometido por Pablo dos Santos, não. Além de estar bem posicionado (seu único mérito no lance), de resto errou bisonhamente, merecendo um belo de um puxão de orelhas da Comissão de Arbitragem da CBF.

Para clubes como o Coritiba, onde a administração é ruim, falha e erra em quase tudo, os erros de arbitragem acabam determinando destinos de alguns clubes no Campeonato, e determinar a vida deles dentro da competição: o rebaixamento ou a briga pelo G4. Como no ano passado, por exemplo, quando tivemos vários casos que determinaram derrota, não só nossa, mas de outros clubes também.

Muitas vezes , estes pequenos erros podem somar 3, 4, 5 ou até 6 pontos, o que no final da conta vai fazer falta ao clube que almeja ou fugir da ZR ou sonhe em alcançar o G4.

Enquanto os grandes brigam pelos mesmos motivos que é somar pontos para brigar pela parte de cima da tabela, no Coritiba, segundo José Fernando Macedo, atual vice-presidente, o caminho é o inverso. A briga é para fugir do rebaixamento. Pelo menos foi o que ele disse na animadora entrevista depois da derrota para a Chapecoense.

Se é o que nos resta almejar este ano, então que se empenhe pelo menos em não perder estes pontos como outros perdidos dentro de casa, com erros de arbitragem. Que comecem agora a protestar, lutando pelas quireras, para não mendigar no final.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (10)
Link copiado para a área de transferência