Só falta a pantufa
É a sugestão que faço à direção. Que adote como castigo às derrotas fora de casa, que com a de ontem, já se junta a um número de incontáveis patetadas.
Se não for assim, que o novo psicólogo, Gilberto Gaertner trate do tema numa próxima consulta com todo o elenco. Só sei que este assunto deve ser tratado como prioridade numa próxima conversa do divã de Gaertner, com todo o elenco. Ou seria excesso de divã? Andam até dormindo nestas consultas?
Quem sabe um psiquiatra seja mais conveniente? Fazer um trabalho mais profundo, de regressão para descobrir os traumas deste elenco, que teima em dormir- mais que dormir - às vezes parece hibernar.
Pelo menos um caso explica bem toda esta situação. Como explicar Rosinei no jogo de ontem? Depois de uma brilhante partida contra o Grêmio, Rosinei foi muito mal contra o Sport. Não conseguiu acertar passes de 3 metros.
Pra virar piada, não falta muito. Mais uma derrota fora de casa e pronto, vira trauma - porque piada já virou. Pior que isso, mais um fracasso, seja na quarta-feira contra a Ponte ou no próximo fim de semana, em casa, contra o Avaí, apaga definitivamente toda a boa impressão que deixou contra o Grêmio, e voltamos a nos descabelar com os problemas sem fim, nos aproximando muito mais do que fizemos na final do paranaense, contra o Operário, do que fizemos contra o Grêmio.
O Coritiba parece precisar carregar um consultório de psicologia nas suas viagens. Além de manter um fixo em casa. Seus problemas internos, refletem escancaradamente no departamento de futebol.
Enquanto os egos não forem colocados em seu devido lugar, em campo o time será o retrato de sua administração, como diz o amigo Ricardo Honório, numa conversa ontem, depois da partida contra o Sport.
Ou seriam os problemas apontados por Cleber Arado, nas entrelinhas de sua última coluna? Dando claramente a entender que a “igrejinha” anda fazendo mal ao ambiente do clube.
Estes rumores crescem. Deixam os problemas cada vez maiores, como se fosse uma infecção sem tratamento, vai se alastrando, tomando conta.
O anti-inflamatório do Coritiba está lá dentro mesmo. Precisa de um macho que dê porrada na mesa e arrume a casa.
Do contrario, será esta piada que está virando, contaminando até quem chega como salvadores, casos de Galhardo e Ruy.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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