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ArquibancadaSergio Brandão

Só um milagre (Alex) !?

Sobramos nós para apagar a luz. Ficamos para nos lamentar, já que fingem não nos ouvir. É por isso que torcedor vira este bicho estranho, sem que ninguém consiga explicar direito. Porque mesmo quando a “vaca já foi pro brejo”- mesmo criticando- só ele acredita em milagres. No nosso caso, nem santo salva mais.

O problema é que entre tantas lições, o futebol ensina que além de sorte e proteção dos santos, é preciso competência, coisa que ainda não tivemos e não creio que a teremos justo agora.

Com todas as lições que o futebol me deu nestes anos todos, uma das que aprendi direitinho, e já me calejou, foi o sofrimento. Faço parte deste time de “bichos estranhos” que mesmo com 100 anos de história, só consegue viver do presente, e infelizmente o nosso é pra lá de desastroso.

Não sei porque, mas há dias venho lembrando do Fluminense naquela famosa campanha de 2009, que curiosamente terminou com o nosso rebaixamento, na inesquecível partida que além do rebaixamento, nos brindou com a perda de vários mandos, jogando a série “B” em Joinville.

Naquela campanha, o Fluminense precisava de uma série de vitórias, coisa que parecia impossível, mas deu. Cumpriu seu papel, vencendo e se mantendo na elite. A diferença é que o Fluminense não era uma maravilha, mas tinha um time no mínimo meia boca.
Para repetir a façanha do Fluminense precisamos de um time, coisa que não temos, nem meia boca.

Meus santos e a esperança de milagres ganham um nome a partir de hoje: Alex, a única saída que vejo.
Não gostaria de passar a apenas uma pessoa esta responsabilidade tão grande. Mas é a única que consigo ver diante de tanta incompetência.

Vejo em Alex a única saída, mas desde que ele incorpore o torcedor e mescle com o talento que ainda possui, como jogador de futebol. Só o atleta Alex não será suficiente - como não foi até agora. Que Alex salve o Coritiba com o que parece ser impossível, como foi em 2009, para o Fluminense.

Que jogue como nunca, como se fosse a coisa mais importante de sua vida. Que jogue pelo Coritiba com o amor do torcedor mais fanático que temos. Daqueles que não suportaria dor maior- de ver seu clube amargar mais um rebaixamento. Que sinta o que todos nós já sentimos nestes últimos anos de administrações incompetentes, amadoras e que andam nos custando muito caro.

Que Alex seja mais um de nós a partir de agora, em todas as partidas que nos restam.

Mesmo que não dê, mas que a gente consiga ver em você o torcedor, antes do jogador! Assim, acho que você terá se livrado deste fardo que foi o Coxa neste seu final de carreira! Coisa que sei, nem de longe você imaginava que teria, quando escolheu voltar!

Nos dê de presente neste final de sua história, como jogador do Coxa, a imagem de vê-lo mais como torcedor do que como atleta.
Acho que só assim você poda nos salvar.

Que a mesma estátua que os turcos ergueram em sua homenagem, a gente possa erguer aqui. Pra nunca mais te esquecer!

Desculpa te passar esta batata quente, mas você é a única esperança que nos resta!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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