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ArquibancadaSergio Brandão

Somos grandes!

Somos grandes!
A CBF divulgou nesta quinta-feira (7), o ranking da média de público do Brasileiro 2017 e apesar do rebaixamento e da péssima campanha, o Coritiba aparece com a 10ª maior média de público e a 12ª maior arrecadação entre todos os participantes. Um número melhor que o desempenho do time, quando olhamos para a classificação final. Ou seja, a torcida jogou, o time não.

Pois é, e chega nesta hora a história é sempre a mesma. Se repete há cansativos longos anos. E não resta a menor dúvida que em 2018 a história será ainda mais intensa, com um público maior porque sempre foi assim. Sempre foi nas adversidades que esta torcida mostrou a sua força, apesar deles, os dirigentes. A torcida e a história do Coritiba, ainda são os maiores patrimônios deste clube.

Mal tratada e até desrespeitada por seus dirigentes, a história se repete a cada nova administração. Agora, com três opções para escolher o novo comando para os próximos 3 anos, vejo uma discussão maior entre o torcedor/eleitor, uma preocupação que até então não tinha visto.

Na última eleição, na disputa entre Bacellar e Vilsão, parece que predominou a emoção. Agora não, depois de tanto apanhar, parece que encontramos o caminho. Estamos aprendendo a avaliar melhor, estamos tentando eleger o que cada um considera melhor para o Coritiba neste momento. Vejo mais discussão, mais envolvimento e parece que desta vez vamos nos surpreender até com o número de eleitores. Sou capaz de apostar que será bem maior que em eleições anteriores.

É verdade que ainda não apareceu um salvador da pátria, e seria de desconfiar se assim fosse. Também é verdade que a campanha ainda se assemelha à velha politica, com muito jogo de palavras e pouca argumentação convincente. Mas é preciso reconhecer que evoluímos e amadurecemos neste quesito.

Os três candidatos certamente estão mesmo envolvidos com os problemas do clube. Cada um com sua qualidade, com seus defeitos. Parece que dão o que podem oferecer de melhor neste momento, e sabem que é assim que precisa ser. Sabem da encrenca que estão se metendo, entenderam o tamanho desta torcida, que mais uma vez se mobiliza para tirar o Coritiba desta enrascada que nos meteram.

Amanhã, sábado (9), é o grande dia. Mesmo que ainda pese em todos nós o sentimento amargo do rebaixamento, vamos votar, usar esta eleição como símbolo de encerramento de um ano muito ruim, mas de um recomeço. É preciso apostar nisso. Sair desta lamentação e virar o jogo. Os números nos motivam para isso.
Força, Coxaaaaaa!

As maiores médias de público do Brasileirão:

1º - Corinthians - 40.007
2º - São Paulo - 35.227
3º - Palmeiras - 29.672
4º - Bahia - 21.540
5º - Grêmio - 19.730
6º - Vasco - 15.031
7º - Cruzeiro - 14.547
8º - Flamengo - 14.484
9º - Fluminense - 14.450
10º - Coritiba - 14.348

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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