Somos um clube de futebol, presidente!
Se é verdade que o projeto representa um milhão em valores, entrando nos cofres do clube, o projeto deve ser levado em conta, sim.
O problema é que por outro lado, o time também é a cara desta diretoria, que até agora mais errou do que acertou no departamento de futebol. Se é que acertou em algo. Ainda procuro um bom motivo para elogiar.
Uma coisa acaba apagando a outra. O ruim que prevalece, apaga o bom , quando tem algo bom para comemorar. E como somos um clube de futebol, pouco importa ou menos importa a forma como os atletas estarão vestidos em campo. Importa como se comportam, como jogam. Importa o emblema na camisa, não a camisa, design etc. Importa se haverá respeito de quem veste a alviverde, além de critérios, com a qualidade quando chamado para vestir a camisa do Coritiba.
Estes critérios interessam e precisam estar acima de tudo. Acima até do dinheiro de 1 milhão de reais que, para os padrões financeiros do futebol de hoje, este valor representa na verdade muito pouco. Paga uma folha de funcionários administrativos e um pouco mais. Mas quando se fala em departamento de futebol este dinheiro some em dois ou três salários.
Parece haver uma inversão na ordem de prioridades no Coritiba, e isso não é de agora. Com Vilson a obsessão era a reforma do Estádio que de uma forma ou outra acabou saindo e que se resumiu no Pro-Tork, que o ex-presidente chama de conclusão do terceiro anel. Com Bacellar, Alceni Guerra pregou um novo estádio. Com Samir a camisa de marca própria. O único “grande” em quase um ano de gestão.
Os três pecaram e pecam na alma do clube que é o Departamento de futebol. Parecem ter grande dificuldade de entender o óbvio. Prioridades administrativas em campanha e algumas cumpridas nas gestões, mas que não elegem o departamento de futebol como prioridade. Precisa aparecer alguém que faça o contrário do que fizeram até aqui. Entender o simples que é ser presidente de um clube de futebol e priorizar o profissionalismo no futebol do clube.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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