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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Sorte

Dos quatro que estão na zona do rebaixamento e os que beiram a entrada, o mais regular, o que anda jogando bola pra sair desta situação, é o Joinville. De resto, especialmente os outros dois catarinenses, Avaí e Figueirense, fazem o caminho contrário, parecendo perder folego neste apagar das luzes do primeiro turno. Já o Vasco caminha para onde imaginei que estaria o Coritiba, começando o segundo turno cada vez mais distante do pelotão de saída e da turma que beira a entrada na zona de rebaixamento.

Goiás e Joinville são os únicos com chances de sair mais rapidamente e fazem por merecer, porque jogam futebol pra isso.

Ao Joinville ainda parece faltar um pouco de sorte. Na partida contra o Grêmio, no Olímpico, não trouxe de lá um ou até três pontos, apenas por uma questão de detalhes. Aliás, detalhes que vão fazer a diferença mais na frente, quando o funil começar a apertar. Detalhes que andaram longe do Alto da Glória e que andam se manifestando ainda muito sutilmente, mas que já dão algum sinal de vida.

A sorte que faltou ao Joinville em Porto alegre, esteve com o Coritiba nesta rodada no Rio, contra o Vasco. E neste caso também faz a diferença mais adiante. Sim, porque além de ter vencido com as calças na mão, ainda teve as combinações dos resultados de Avaí e Figueirense. A sorte que determina fracassos e vitórias. Curiosamente os dois, Avaí e Figueirense, que tiveram com a mão na vitória e deixaram escapar, por conta da sorte que esteve do lado do Coritiba. Diga-se de passagem, um ingrediente indispensável no futebol. Que há tempos tinha nos abandonado. Seja bem-vinda, dona sorte!

Tirando a instabilidade do São Paulo, sobrou competência, e não sorte ao Goiás, na goleada de 0X 3 no Morumbi.

Começamos o segundo turno longe de conseguir nos aproximar de alguma projeção. Tá mais fácil fechar o grupo dos quatro de cima, do que os quatro de baixo. A cada rodada as surpresas se apresentam - muitas delas até inexplicavelmente.

O Coritiba deu um salto com estes seis pontos das duas últimas rodadas, mas nada que nos afaste de tropeços mais pela frente.

Por isso uso o termo sorte como argumento em toda esta avaliação. Sim, porque foi só por conta dela que arrancamos à fórceps esta vitória no fim de semana. Mais uma vez o desempenho do time fez parte daquele pacote de partidas que todos conhecemos e compramos quando fechamos o plano de “sócio torcedor”, mas que não nos avisaram que seria assim, tão abaixo do que queremos.

Por isso e tudo o mais, não é mais possível projetar rodadas pela frente. Sabe-se Deus o que nos espera na quarta-feira, contra o Grêmio e na abertura do returno, contra a Chapecoense. Friamente é possível garantir que tanto Grêmio e Chapecoense são times melhores que o nosso.

Ainda não temos um time confiável, mesmo com o discurso otimista de Ney Franco, que no seu papel de psicólogo-treinador, aproveita os bons resultados para erguer a moral da rapaziada.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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