Sorte
Não foi a primeira e nem será a última que vencemos por obra da sorte e mais uma vez, por mais sorte ainda, em dia inspirado de Wilson. Não fossem pelo menos duas defesas espetaculares do goleiro Coxa, a história da partida seria outra. Não fosse o VAR, o resultado também seria outro.
Vivemos um dia de cada vez, nunca podendo sequer se aproximar do sonho da regularidade perdida. Do sonho de um time no mínimo confiável. Que se possa fazer previsões baseado em fatos regulares. Mas não, é susto atrás de susto... a cada rodada, a cada jogo, a cada descida ao ataque do adversário.
Nada é confiável neste time. Até a particular característica e estranha cobrança de pênalti de Sabino que finalmente também teve seu dia de vilão. Uma hora, daquele jeito, a gente sabia que a cobrança acabaria nas mãos de algum goleiro.
O Coritiba parece ser o time do aqui tudo é possível e admissível. Até ídolo vai rapidinho do céu ao inferno sem meio termo.
Com jogos a menos que alguns dos últimos colocados, dentro da ZR, o time parece peixe fora d’água em 16º.
Tá prontinho para voltar ao seu lugar cativo que é entre os quatro últimos, como também não será surpresa se na próxima rodada alcançar posição um pouco melhor.
Mas se você é dos que prefere comemorar os três pontos, independente da qualidade do futebol apresentado, prepare seu coração para fortes emoções e muitas frustrações neste meio de caminho do Brasileirão. Digo isto com propriedade porque estou com você. Também me identifico entre os que reclamam, mas antes comemoram os três pontos, às vezes quase esquecendo a qualidade do time que nos dão para torcer.
Afinal, esta é a única opção que temos. Aos poucos a gente se acomoda e vai aceitando a mediocridade já enraizada há anos no Coritiba. Vai Cirino, vem Vilsão, vai Vilsão, vem Bacellar, vai Bacellar, vem Samir e as histórias se repetem e a gente vai se acomodando como mudança em caminhão.
Enquanto conseguir manter viva a esperança, a chama acesa, a expectativa segue por um time verdadeiro de futebol. Porque nós merecemos.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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