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ArquibancadaSergio Brandão

Tá na hora de mostrar qualidade

Nada como uma vitória no atletiba para recomeçar uma caminhada ligeiramente turbulenta neste início de temporada e recolocar as coisas nos trilhos. “Turbulenta” porque a nossa impaciência de torcedor é histórica com o time nestes começos de temporada, embora grande parte de nossa torcida tenha lá suas razões para protestar diante de algumas incoerências do departamento de futebol.

A primeira delas é o excesso de testes. Não é possível que alguns atletas precisem ser testados em partidas oficiais, comprometendo resultados. Acho que os treinos coletivos ainda são um bom termômetro para casos de pelo menos 5 ou 6 jogadores que não aguento mais ver compondo o banco e que eventualmente até entram no decorrer dos jogos.

Uma vitória no domingo tanto pode acalmar a torcida, como mascarar problemas crônicos do time.

Mais adiante, nas rodadas seguintes com o possível retorno de Andrey, Urso e uma maior rodagem de Moreno, com Farias, Trindade e Bruno, certamente teremos um meio com uma qualidade que há muito não tínhamos.

A zaga ainda é o grande buraco negro do time e elenco. Sem titulares, tão pouco reposição, quem sabe uma "peneira" entre os sócios não seja melhor do que temos visto com Henrique e Chancellor. Porque Márcio parece não ter caído no agrado do treinador, para mim teve pouca oportunidade. Gostaria de vê-lo mais algumas vezes como titular da zaga.

Fabrício, Potcker e Robson precisam se achar neste contexto, não necessariamente em suas posições de origem. Isso vai da rotina de treinos e de testes que, como já disse, podem ser feitos em coletivos. Quanto ao treinador, António Oliveira, ainda me parece conhecer pouco o Coritiba, sua torcida e com pouca iniciativa/criativa com as opções que tem no grupo de jogadores.

Meu prazo para ajustes estão se esgotando. 7ª rodada é até onde vai meu limite com experiências e com a qualidade do que temos visto até aqui. A partir daí, o time precisa mostrar mais qualidade pelo que temos em casa, mesmo que ainda seja um time de 11 e não um elenco com reposições.

Sobre o treinador, ainda não deu pra ver a qualidade de António Oliveira, neste upgrade feito no time, em relação a anos anteriores.

Eu não consigo mais aceitar sofrimento com Rio Branco, Azuris, Aruko etc, mesmo neste início de temporada.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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