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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Telhado de vidro

São 7 anos de azar, sete anos apanhando na maioria dos clássicos, sete anos de soberba, de desculpas, sete anos sem vencer o principal rival no principal estádio do Paraná. Pra encobrir isso, o que fizeram? Inventaram uma porção de histórias novas para minimizar o insucesso.

Para tentar manter a torcida motivada, criaram fatos, aliás comportamento clássico de seu presidente, onde ele é professor imbatível. Tanto é que políticos experientes, se deixaram levar pelos encantos da serpente, e acreditaram na possibilidade de promoção com a Copa do Mundo. De um lado a raposa de outro o galinheiro. A velha raposa viu a oportunidade única de transformar a tal da “Arena da Baixada” em “Arena Municipal” (ainda vou ouvir isso sem ironia - vocês verão – ou ouvirão também).

Entre tantas desculpas para justificar as seguidas surras dadas no dente de leite, sub 15, sub 17, sub 20, sub 23 e time principal (sub 30), consequentemente os colocando quatro vezes como vice no estadual, agora foram traídos pelo próprio veneno. Pelo segundo ano, correm atrás, de um título alcançado pelo Coritiba - o de Fita Azul - conquistado numa excursão na Europa, na década de 70. Voltam mais uma vez, com muitas surras do fracassado passeio que fizeram por lá.

Sem calendário, sem ter o que fazer com o time principal, sem planejamento de datas, com o time parado, decidiram colocar a turma do sub 30 pra jogar o Paranaense.

A estreia foi ontem, na "Arena Municipal", contra o Foz. Perderam. Por azar deles, os destaques da partida foram dois jogadores com ligação direta ao Coritiba, num passado recente. O autor do Gol, Wesley, e Edson Bastos, o goleiro, considerados pela imprensa os responsáveis por este novo insucesso atleticano. O resultado os coloca no chamado grupo da morte, onde estão os times que brigam pra fugir do rebaixamento.

Tanta soberba tanta ostentação, parecem ser a causa. Vivem a clássica história de quem se acha mais importante do que de fato é. Diz o sábio: “não se dê tanta importância assim, você não é tudo isso”.

Para o bem do futebol do Paraná, voltem ao seu mundinho. A ficha precisa cair, voltem ao mundo dos mortais, assim como nós que nos indignamos com a derrota para o Foz, reconhecendo nossos limites, na avaliação do time que temos.

O futebol é mesmo cheio destas armadilhas. Quem sabe depois desta semana, dura de resultados - primeiro a derrota para o arqui-inimigo, dias depois mais uma lambada, desta vez para o frágil Foz.

Sou adepto da convivência pacifica no futebol. Não costumo me manifestar provocando adversários, seja ele quem for, nem de me preocupar com o resultado dos outros, mas quem tem telhado de vidro, ou quer ter, precisa tomar alguns cuidados e aprender as regras desta convivência pacífica, com respeito acima da rivalidade e de tudo, se possível. O segredo disso está na humildade, coisa que descobri, vocês ainda não alcançaram. Se imaginam de fato superiores, e fazem um barulho que não são capazes de sustentar. Não precisa o respeito de Buda, mas o mínimo para uma agradável convivência.

Abrindo mão da soberba,um sentimento caracterizado pela PRETENSÃO de superioridade que leva a manifestações ostensivas de ARROGÂNCIA, quem sabe seja um começo de caminho, meus caros torcedores.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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