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ArquibancadaSergio Brandão

Treinador ou psicólogo?

A Tribuna do Paraná publica na edição online de hoje, uma materinha sobre a chegada de Alisson Farias. No contexto, me lembrou muito Edu Coimbra, quando treinador do Coxa em 89, que falava muito sobre a função do treinador que, em muitos casos precisa ser mais de psicólogo do que conhecer futebol profundamente.

É verdade que Edu tinha um time com uma qualidade superior a que tem Eduardo Batista agora.

Edu falava muito sobre a necessidade de chamar alguns atletas no cantinho para conversar, fazer o cara expor suas dificuldades pessoais, fazendo desabafar e em alguns casos conseguiu arrumar a casa de muitos, com problemas que iam de conjugais a financeiros, ou na maioria dos casos apenas falta de maturidade.

Eduardo Batista parece ser o cara que deu a recepção certa a Alisson Farias. Se é o craque que dizem ser, veremos.

Vi apenas um tempo de jogo do Brasil de Pelotas, quando Alisson ainda disputava o Gauchão e sem dúvida é um jogador diferenciado. É talentoso e inteligente. Veremos aqui.

Eduardo parece ter tido uma conversa demorada com o rapaz e parece terem fechado um pacto.

Ganha o Coritiba se der certo. Sim, SE der certo, porque se não resolver será mais um problema.Oremos!

Sorte aos dois. Ao Eduardo que assume também uma postura de pai e a Alisson que se apresenta como novo reforço - o maior de todos desde que Samir assumiu o clube – e aqui quer fazer um recomeço de sua profissão.

Na semana passada lembrei de Zé Roberto, aqui mesmo em outra publicação. Um craque como nunca houve no Coritiba, mas famoso por gostar de se concentrar longe de seus companheiros de clube. Tinha seus lugares secretos para isso. Mesmo quando isso era feito em véspera de jogos importantes, em campo, no dia seguinte, Zé dava conta do recado e de sobra dava show.

Se Alisson fizer um centésimo do que Zé fez, já tá muito bom.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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