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ArquibancadaSergio Brandão

Últimas cartadas de Eduardo Batista

E assim Eduardo Batista vai testando o jeito de ter um time que erra menos. Agora o treinador vai de Rodrigo Ramos na lateral-direita e Chiquinho na vaga de William Matheus, pelo lado esquerdo. Pelo menos são os testes feitos nestes primeiros dias de treinos no CT, no pré - jogo contra o Fortaleza. Além de Carlos Cesar, o misterioso, que já começa a ser liberado para o jogo e pode aparecer entre os relacionados nas próximas rodadas.

Quanto a Willian Matheus, mesmo que a gente leve em conta a bondade de Eduardo em não querer queimar, ainda tentando preservar o jogador, demorou pra recolocar Chiquinho na posição. Aliás, Chiquinho que não é uma maravilha, mas está em melhores condições técnicas que W. Matheus.

Com esta conversa de preservar imagem de jogador, lhe dando a última ou mais uma oportunidade, como foi com Willian Matheus, vamos parar na Série C . A situação do Coritiba não é para piedade com algumas almas, pensando no futuro do atleta. Deve estar acima de tudo a instituição Coritiba, custe a quem custar e preço que tiver que pagar.

Estas alternativas de “improvisações” que faz agora Eduardo Batista, são as últimas cartadas do treinador. Claramente dando mostras de que não há mesmo muito o que fazer, além do que já fez e em muitos casos repete. Como agora, na troca de Chiquinho por W. Matheus.

No meio e na frente, onde estão os problemas crônicos, parece não ter mais o que fazer. A não ser, experimentar Samir como centroavante, quem sabe com sua altura, seja um bom cabeceador e melhor dos que tivemos até agora?

Imagino que Carlos Cesar deve ser aproveitado mais adiante, porque o tempo de inatividade pode comprometer o retorno, justamente num momento como o de agora, de muitas cobranças e tensão. Sem ritmo de jogo, sem tempo de bola, o atleta deve ser aproveitado aos poucos.

O problema é que o Coritiba não pode mais se dar a estes luxos de esperar pelo bom momento de cada um de seus atletas. Não somos clinica de recuperação, mas um clube de futebol.

Já passou da hora de jogar o mínimo de futebol e definir uma posição entre o G4 e dali não sair mais.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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