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ArquibancadaSergio Brandão

Último atletiba do ano

O trabalho de recuperação da confiança da torcida ainda está longe de acontecer.

Da mesma forma que foram anos para chegar onde chegou, quem sabe seja preciso o mesmo tempo, ou mais , para recuperar o respeito e a confiança. Está no caminho. Nas três últimas partidas é possível ver evolução.

Contra o Londrina, o Coritiba fez a sua melhor apresentação até aqui, desde o começo da temporada. Errando menos, com mais movimentação e mais uma vez, dois ou três atletas se apresentam dignos para vestir a camisa verde e branca, como há muito tempo não se via.

Rodrigão empunha esta bandeira, sempre se apresentando ao serviço, além de talentoso. Atitude que parece contagiar o restante do grupo. Até Vitor Carvalho, que de um jogador apagado e às vezes comprometedor, neste domingo certamente fez sua melhor partida desde que passou para o time de cima.

Alano e Brey também parecem finalmente conseguir chegar ao entendimento do que o treinador pede.

Os primeiros sinais fora de campo, podem ser notados nas coletivas pós - jogo, que andam mais leves.

Sem mistérios, de pouca exibição e sem muito se expor, Deus queira, Louzer vai acertando o que parecia impossível de ser acertado.

Ainda longe do ideal, mas já dando sinais de que já temos cara de time de futebol.

Mais uma prova e das bem difíceis, nos espera logo ali na frente: as adversidades estão aí para mais um passo desta confiança que a torcida tanto espera. Um atletiba decisivo, fora de casa, provavelmente só com a torcida do time da casa, será mais uma enorme pressão nas costas de todo o departamento de futebol.

Não só pelo nome dado ao troféu em disputa, um dos maiores ídolos Coxa, mas porque no elenco do Coritiba todos sabem que esta partida pode ser um divisor de águas.

Uma vitória na baixada representa muito mais que um título, pode ser um grande passo a esta nova fase que a torcida tanto quer e precisa acreditar.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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