Lateral dos sonhos
Desde que saiu daqui, em 2005, via Schalk 04, Rafinha sempre falou que se um dia tivesse que voltar, gostaria de terminar sua carreira onde começou, no Coritiba, clube que o jogador se declara como torcedor. História muito parecida com a que aconteceu com Alex , guardadas a qualidade, projeção conquistada na Europa, como também a posição em campo.
Sim, o lateral-direito Rafinha anuncia que pode estar perto de retornar ao futebol brasileiro, se não agora, pelo menos a partir de junho, quando termina seu contrato com o Bayern.
Hoje com 33 anos, o jogador já desperta interesse de alguns clubes grandes, como o Flamengo que já iniciou os primeiros contatos. Esta semana, o vice de futebol flamenguista, Marcos Braz, esteve reunido com representantes do lateral em São Paulo. Rafinha também é sondado por outros clubes, inclusive da própria Alemanha, do futebol asiático e também do Brasil.
Onde entra o Coritiba nesta história? Há alguns anos, o jogador chegou a afirmar, em entrevista a um canal de tv, que gostaria de voltar a jogar pelo Coritiba. Só que o momento financeiro do clube e o fato de estar disputando a Segunda Divisão, deixam a vinda de Rafinha como um sonho impossível. Se um dia Rafinha vier, será de outra forma e seguramente com outra filosofia administrativa.
Uma visão que os atuais dirigentes Coxa não conseguem ter. Não conseguem adotar o óbvio, com a máxima que dinheiro chama dinheiro. E que hoje o futebol Coxa não é um escritório de contabilidade, mas precisa ser de uma administração moderna, com visão estratégica, pensando no futebol como um grande negócio.
Rafinha e tantos outros atletas de qualidade, seriam neste momento, a segurança de dias melhores no futebol. com arquibancada cheia, mais sócios, atraindo patrocinadores, valorizando a marca do clube com consequência no marketing direta nas finanças do clube. Mas não Samir pegou um clube decadente e o afunda cada vez mais.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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