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ArquibancadaSergio Brandão

Uma nova chance

Com muitas reservas, mais dois paraguaios estão chegando. Só não ficam se não passarem nos exames médicos. Seria injusto e prematuro dizer algo sobre eles neste momento. Chegam indicados pelo treinador: o zagueiro Nery Bareiro, 27 anos, ex-Junior Barranquilla (Colômbia), e o lateral-esquerdo Cesar Benítez, 25 anos, que estava no Cerro Porteño (Paraguai).

Diz Gilson Kleina que são jogadores experientes. O lateral-esquerdo com cinco anos de Cerro, já disputou Libertadores, Copa Sul-Americana. O outro, o zagueiro, já disputou também a Sul-Americana. Ontem, Kleina falou rapidamente sobre os dois, ainda fugindo do assunto, preferindo que ambos primeiro passem pelos exames médicos para depois falar algo, mas adiantou uma pequena avaliação sobre cada um. Cesar Benitez é um lateral que trabalha na linha de quatro defensores. O Bareiro é zagueiro de boa recuperação, de ataque à bola.

São na verdade mais dois atletas onde o departamento de futebol aposta e torce para que "emplaquem". Suas experiências não se traduzem em solução para nossas carências e tão pouco significam qualidade, quesito básico e muito raro no plantel de hoje.

Preguiça de procurar ou falta de opção no mercado? Mesmo que ganhem um contrato com o Coritiba, chegam na condição de reservas de Carlinhos e de Juninho ou Walisson. A não ser que surpreendam nos treinos e conquistem a condição de titulares, coisa que na verdade torcemos muito para que aconteça. São de fato duas posições que precisam de reposição ou que no mínimo façam sombra aos titulares. Aliás, dois problemas novos que o Coritiba passou a ter e que não tinha até o ano passado.

Mas o nosso mantra que já completa um ano, continua: cadê o jogador de meio que tanto precisamos? Sobre esta maior carência, a única movimentação que tivemos foi quando até a semana retrasada, falaram em Acosta, um jogador que não estava sendo aproveitado no Boca Jr. Seu empresário percebeu dois interesses ao mesmo tempo, e tentou tirar proveito da situação, promovendo leilão para negociar o jogador, coisa que espantou os dirigentes do Coxa da negociação. Aliás, o mesmo leilão que o Coritiba se recusou a entrar quando outros clubes também demostraram interesse por Felipe Meneses, que acabou acertando com a Ponte, e mais uma vez o Coxa ficou para trás, perdendo o jogador para um time do interior paulista.

[t]GILSON KLEINA[/t]

Com tudo isso, a era Gilson Kleina começa a se desenhar no Coritiba a partir de agora. Mesmo que já tenha tido tempo suficiente para trabalhar o grupo, a chegada de novos atletas lhe dá uma sobrevida. Seu fim ou glória, começa agora. Kleina terá sossego ou noites de insônia, a partir deste domingo. Uma vitória de resultado razoável contra o Operário, acalma as coisas. Uma vitória como a que teve contra o Cascavel, mantém tudo ainda em estado de alerta. Um empate ou uma derrota colocam seus dias em contagem regressiva. Terá como desculpa ainda a montagem do elenco, usando os recém - chegados como alternativa. Estará nos paraguaios um possível acerto do time.

Como Rogério Bacellar - que procura sair de cena e passou para Alceny Guerra as atribuições do departamento de futebol - tem se mostrado tolerante em excesso com os últimos treinadores, vai provavelmente nos judiar ainda mais até que reconheça que Kleina foi mais um blefe. Quando isso acontecer, finalmente entender que não será possível seguir com o treinador, provavelmente teremos um elenco inchado, com atletas sobrando em quantidade, mas ainda com um time muito carente em qualidade.


Caminhamos para um ano diferente de 2015. Agora nem o regional nos engana mais. Prefiro que a máscara caia já, do que lá na frente. Gilson Kleina, abre o olho! Seus dias no Coritiba começam de fato, neste domingo! Boa sorte! Estamos na torcida! Mesmo!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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