Valeu, Sidinei!
O resultado foi imediato e inesperado, pelo menos para o Sidinei que não só vai trocar a camisa improvisada por uma oficial como ganhou também uniforme completo, agasalho e foi convidado pelo clube para assistir no Couto Pereira, na próxima semana, Coritiba x Internacional. A camisa foi dada por Natanael, o lateral.
Quem sabe, com um pouco de sorte e se o vento virar, a gente também não ganha o Sidnei como amuleto e ele vire o nosso símbolo da primeira vitória, que conte a partir de agora uma nova história, a da virada desta página Coxa-Branca. Torço muito por isso. Não só pelo Sidnei e pelo Coritiba, mas pela simbologia toda que uma história destas representa neste momento.
Desprovido de toda a vaidade que possa ter um ser humano, vestindo uma camisa que certamente muitos, por vergonha não usariam, na sua simplicidade, Sidnei não só se expôs, como deixa uma bonita lição, que deve servir como mantra a ser seguido, principalmente por quem representa a camisa oficial que o Sidinei reproduziu desenhando com caneta o escudo do clube.
Há nesta atitude um sentimento que talvez esteja faltando no Alto da Glória. Se alguém entre os jogadores for capaz de entender o tamanho do que Sidinei fez, então, mesmo sem querer, ele já terá ajudado o Coritiba, muito mais do que podia supor.
Que a camisa oficial cuidadosamente planejada bordada, concebida por desiners, tenha finalmente a sua importância entendida por quem deve representá-la em campo. Respeitá-la como a torcida a denomina, carinhosamente chamando de manto sagrado.
Obrigado, Sidinei! Talvez você tenha deixado uma lição. Se não tiver efeito em campo, pelo menos recuperou em mim um pouco do orgulho de ser Coxa- Branca.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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