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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Verdade que machuca

Com o mesmo time que Antônio Oliveira, Antônio Carlos Zago conseguiu evoluções, mas parece ter chegado no limite. Mais evolução daqui pra frente só será possível com qualificação do elenco. E isso só em julho. Até lá, é preciso baixar a bola, continuar tocando para os lados, atrasando para o goleiro, como sempre fez, porque daí pra frente, o risco de tomar mais “sapecadas”, me parece iminente.

Mesmo que esta verdade doa mais do que tem doído, a realidade do Coritiba é esta. Por isso, avaliar o elenco SÓ a partir do treinador, pela qualidade de um ou de outro, é perder tempo e se desgastar desnecessariamente.

Não há rivalidade entre eles, ninguém mede forças pessoais naquela área técnica. Não tem treinador que resolva os problemas de qualificação no futebol, um esporte coletivo que junta 11 marmanjos e tenta dar a eles uma compreensão tática. Se não há qualidade, inteligência e entendimento do que quer o treinador, nem Telê Santana, Ênio Andrade ou Tim, dão jeito.

Só nós torcedores de arquibancada vivemos uma realidade diferente, querendo ou precisando entender o contrário disso.

Sim, quero dizer que se a gente vencer o Cuiabá, será um grande feito. Se perder ou empatar, será um resultado normal, porque será Cuiabá x Coritiba e não Antônio Oliveira x A. C. Zago. Zago não tem uma bala de prata para esta partida. No máximo pode contar com mais uma ligeira evolução, como a que temos visto de umas rodadas para cá. Com um pouco de sorte quem sabe a vitória não venha desta vez? Mas não dependerá só do treinador, embora para alguns seja ainda mais dolorido perder mais esta e desta vez com ares de deboche, do antipático e arrogante Antônio Oliveira.

Não é por acaso que cito com frequência uma frase de Edu Coimbra quando treinador do imbatível time do Coritiba de 1989: “aqui sou mais psicólogo do que treinador. Distribuo camisa no vestiário”. E, tanto Zago quanto Antônio Oliveira, vivem situação oposta a de Edu. Além de assumirem seus papéis de treinador, precisam criar uma mentalidade vencedora nos dois times que são bastante limitados. Pra usar uma expressão antiga, esta próxima rodada do Coritiba, será uma briga de foice no escuro.

Reconhecer esta limitação irrita, principalmente porque ainda resta dentro da alma Coxa, o sentimento vitorioso, da grandeza que um dia fomos, mas que ainda voltaremos a ter.

Pra cima deles, verdão, mas com MUITA cautela!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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