Você vai domingo?
Sei de todo o discurso já batido. Que futebol é caro, que o torcedor precisa entender, mas alguém também precisa entender o lado do torcedor e dar uma aliviada, pelo menos uma vez que seja. E na minha opinião, o momento é este.
Não seria eu, o idiota de agora, fazer campanha contra, tentando convencer o torcedor para não pagar os 100 reais. Vai quem quer, mas neste acaso, só quem pode. E muitos darão um jeito de ir, mas outros não podem ir.
Mas quem sabe não seja agora o momento de tentar trazer o torcedor em maior número ao estádio, criando uma categoria de ingressos populares. Sei lá, disponibilizar uma carga de 2 mil ingressos ao preço de 30, 40 reais, por exemplo. Usar os dois anéis da arquibancada ou da Mauá para esta categoria. Para isso é preciso trabalhar a cabeça. Jeito para fazer tem, o Couto ainda comporta esta “ousadia”. Basta querer.
Ainda dá tempo, estamos começando uma semana quente deste segundo e decisivo atletiba. Ainda é hora de repensar algumas coisas e tentar trazer o público para pelo menos chegar próximo da lotação máxima do Couto Pereira.
Seria um agrado ao torcedor. Um agrado que convenhamos, cai bem num momento como o de agora. Isso é estratégia de administração. O torcedor que sumiu, tá louco pra voltar, mas vocês precisam abrir as portas e lhe oferecer vantagens. Quem sabe não seja o começo de uma nova relação? Experimentem, senhores dirigentes! A hora é esta.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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