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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Você vai domingo?

Você vai domingo?
Vai quem quer, mas neste caso, só quem pode. Mesmo que muitos ainda façam um grande esforço, outro tanto vai acabar ficando do lado de fora, em casa, ou na internet, querendo ir mas sem condição de pagar o mínimo pelo valor do ingresso que estipularam a 100 reais. É muito dinheiro para deixar numa bilheteria. Estão correndo atrás de toda a arrecadação deixada para trás no Campeonato Paranaense. Querem tirar o atraso. E é bem possível que diminuam o prejuízo, afinal, é agora ou nunca.

Sei de todo o discurso já batido. Que futebol é caro, que o torcedor precisa entender, mas alguém também precisa entender o lado do torcedor e dar uma aliviada, pelo menos uma vez que seja. E na minha opinião, o momento é este.

Não seria eu, o idiota de agora, fazer campanha contra, tentando convencer o torcedor para não pagar os 100 reais. Vai quem quer, mas neste acaso, só quem pode. E muitos darão um jeito de ir, mas outros não podem ir.

Mas quem sabe não seja agora o momento de tentar trazer o torcedor em maior número ao estádio, criando uma categoria de ingressos populares. Sei lá, disponibilizar uma carga de 2 mil ingressos ao preço de 30, 40 reais, por exemplo. Usar os dois anéis da arquibancada ou da Mauá para esta categoria. Para isso é preciso trabalhar a cabeça. Jeito para fazer tem, o Couto ainda comporta esta “ousadia”. Basta querer.

Ainda dá tempo, estamos começando uma semana quente deste segundo e decisivo atletiba. Ainda é hora de repensar algumas coisas e tentar trazer o público para pelo menos chegar próximo da lotação máxima do Couto Pereira.

Seria um agrado ao torcedor. Um agrado que convenhamos, cai bem num momento como o de agora. Isso é estratégia de administração. O torcedor que sumiu, tá louco pra voltar, mas vocês precisam abrir as portas e lhe oferecer vantagens. Quem sabe não seja o começo de uma nova relação? Experimentem, senhores dirigentes! A hora é esta.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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