A faixa.
Torcedores levaram uma faixa de protesto, com dizeres firmes, mas educados, pela decepção que até agora sofremos com a SAF Coritiba, mas seguranças truculentos do clube fizeram com que fosse retirada, com relatos de agressões físicas sofridas por alguns.
O direito à manifestação pública pacífica é um dos atributos da democracia, só podendo ser coibido quando ela se mostra violenta ou causa danos a instalações. As forças de segurança, públicas ou privadas, só estão autorizadas a reprimir manifestações quando isso ocorre. Em se tratando de manifestação pacífica, ninguém pode impedir e menos ainda usando de violência física contra os manifestantes.
O direito de protesto é uma combinação dos direitos de reunião e liberdade de expressão previstos em nossa Constituição e os manifestantes têm total liberdade de fazer protestos sobre qualquer coisa, desde que não seja algo que provoque ações ilegais. Não há necessidade de autorização para a realização da manifestação, assim já disse o STF quando autorizou a “marcha da maconha”.
Na democracia deve ser assim, só regimes totalitários impedem e reprimem manifestantes pacíficos e no Coritiba não poderia ser diferente. Inúmeras vezes torcedores levaram faixas de protestos no Couto Pereira, assim como ocorreu em jogos de clubes de outros Estados. No Coritiba até jogadores chegaram a entrar em campo com uma faixa de protestos em 2014 e não foram reprimidos e nem punidos pela diretoria. Embora esta naturalmente não tivesse gostado da atitude, mesmo assim respeitou o direito à manifestação.
Expresso meu repúdio e consternação diante do que ocorreu. Espero que os que comandam atualmente o Coritiba não pensem que coibindo manifestações agirão pelo bem do clube, muito pelo contrário.
E expresso solidariedade à torcida que, como eu e todos, está cansada de ver o clube não sair do lugar desde os últimos dez anos e temos todo o direito de reclamar.
Infelizmente mais uma vez estamos os expostos negativamente junto à mídia nacional em razão da lamentável atitude totalitária e ilegal do clube.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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