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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

A popa e a proa.

Já se falou sobre quase tudo o que decorre da alegria pela conquista do nosso 39ª título de campeões estaduais. A boa campanha do time, os artilheiros, o técnico, a participação da torcida, enfim, um título que é de todos e que está sendo exaltado nas mídias e nas redes sociais.

Mas não podemos esquecer, e aqui justifico o título da coluna, daqueles que na retaguarda e na frente fizeram com que o Coritiba começasse a retomada do sucesso. Falo do presidente Juarez Moraes e Silva e dos seus vices, Glen Stengler, Osiris Klamas, Jair Souza e Maurício Gulin, além de diretores a eles subordinados, todos tendo como inspiração os ideais do Renato Follador, que souberam iniciar um gradual e seguro caminhar com vista a que o Coritiba volte a ser efetivamente o maior clube de futebol do Paraná.

A missão que esses abnegados assumiram é árdua. Encontram o clube em situação pré-falimentar e desmoralizado, de modo que tiveram que começar a reerguer a casa a partir dos seus alicerces.

Embora ainda falte muito, estamos no caminho certo. Administração serena, controle das finanças e modo de pensar grande, sem arroubos comuns a líderes que a pouco ou nada levam que não um entusiasmo de momento. A reconstrução do clube deve ser sólida e progressiva, não com milagres do dia para a noite que nos iludem por algum tempo como já aconteceu na nossa história. Saber ser líder nos momentos difíceis é que mostra a envergadura do condutor de um grupo, povo ou nação.

Para que assim continue precisamos nós, torcedores em geral, apoiar o clube tal como estamos fazendo com a adesão massiva ao quadro social e comparecendo aos jogos para mostrar a força da nossa coletividade.

Sei que como o futebol é dinâmico e o ânimo do torcedor navega entre a euforia e a decepção, talvez alguns esperassem que eu falasse hoje da necessidade de reforçar o time em algumas posições. Porém, como a direção já anunciou que nos próximos dias teremos algumas contratações, e como até agora na maioria delas houve acerto, prefiro esperar confiando nas escolhas que estão sendo feitas.

Vamos acompanhar os próximos passos da gestão, confiantes, ainda que sempre com independência para um juízo crítico quando necessário.

Lá no alto de tantas glórias está brilhando um novo sol e um dia o nosso nome vai brilhar no mundo, tal como diz o nosso hino oficial.

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Para quem diz que os campeonatos estaduais não têm valor, recomendo ver o público enchendo os estádios em Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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