Ainda dá, vamos confiar.
Depois de mais uma pífia apresentação do Coritiba contra o Atlético-GO, quando nada vimos se não o que temos visto desde o começo do ano, li e ouvi alguns comentários pessimistas de torcedores revoltados, como todos estamos há muito tempo.
Mas penso que o pessimismo de alguns é injustificado. Não se preocupem, nós vamos conseguir nos manter na série B, não seremos rebaixados para a série C como temem, o que será uma conquista diante do quadro que se apresenta.
Esses amadores teimosos que foram colocados na direção do Coritiba já contrataram dezessete supostos jogadores de futebol. Embora digam que houve acertos – que nunca especificam quais teriam sido – temos um plantel que não inspira a menor confiança e que nenhuma expectativa positiva apresenta, seja quem for o técnico. Vinícius Kiss, por exemplo, chega a ter dificuldade para se manter em pé e correr. Jonas Belusso, se tem algum futebol no corpo, certamente não tem vontade nenhuma de vencer. E assim com os demais. Não são jogadores aptos a jogar em qualquer time que pense em voos medianos, que dirá em voos altos. E agora, possivelmente sem dinheiro, por mal-usado, e sem ter um bom olheiro, será praticamente impossível trazer jogadores com uma mínima qualificação que permitam alguma melhora nesse time que está dentre os piores da nossa história.
Sobre o jogo, não vou a detalhes pois nada de novo diria. Apenas ressalto as entrevistas do Tcheco e do Alex Alves que debitaram a derrota ao calor e ao fato de estar a torcida atleticana entusiasmada com a reinauguração do estádio. Talvez por vigorar pensamentos e desculpas desse tipo – e de ficar a direção pendurada na escusa de que recebeu o clube com um grande déficit financeiro e isso seria a causa de não saber contratar - é que estamos onde nos encontramos.
Então amigos, vamos parar de sofrer e torcer para a conquista que parece mais fácil, qual seja a de permanecer no segundo escalão do futebol brasileiro. É o que resta. E nada mais a dizer.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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