Apenas razoável.
O atletiba de ontem está longe de poder ser considerado um dos melhores que já vimos, pelo contrário, se encaixaria mais adequadamente entre os piores.
Nosso time teve uma apresentação apenas razoável e, sem esconder na paixão, temos que admitir que o rival foi levemente melhor. Manteve maior posse de bola e criou duas chances manifestas de gol, uma bem defendida pelo Muralha e outra com o travessão nos salvando, enquanto as nossas oportunidades raras foram daquelas em que a torcida grita “uh”.
Destaque para a nossa defesa, apesar da pixotada do Castan no final, mas ele tem crédito. Muito bem o Guillermo e logo em seguida o Henrique.
Merece realce especial o Andrey que sem dúvida foi o melhor entre todos. Ao ver as atuações do Andrey e do Bochecha lembrei das expressões “ou oito ou oitenta” e “diferença da água para o vinho”. O Bochecha, talvez tenha sido distração minha, mas só vi em dois momentos, ao entrar em campo e no final quando abraçava um colega rival. No mais, não tocou na bola, e isso não é força de expressão, ele não apareceu em nenhum lance. Certamente deverá fazer parte da próxima lista de dispensas.
No mais, outros foram apenas razoáveis ou mesmo mal como foram os casos do Val, do Régis e do Léo Gamalho, este pesado e sem movimentação - o que traz dúvidas sobre se é o atacante de referência ideal para a série A - tendo apenas uma boa jogada quando perto do final chutou por cima da trave do rival.
Enfim, uma apresentação que não animou muito, até mesmo pelo estado de espírito de alguns atletas como foi o caso do Val que parecia não saber que estava participando de um dos maiores clássicos do Brasil quando, além da técnica, é necessário raça.
Uma nota dez para a festa da nossa torcida e nota zero para os vândalos que brigaram na arquibancada da curva dos fundos. Como disse alguém, entre os nossos brigões certamente não estavam associados do clube, enquanto entre eles os recalcados de sempre que querem descarregar mágoas com violência. Lições do passado não foram aprendidas pelos responsáveis pela segurança, tanto quanto a isolar as torcidas como a não pretender separá-las com grades frágeis.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (9)
