Atletiba. Para arrumar ou desarrumar a casa.
Dificilmente um atletiba já foi antecedido de tanta teórica diferença entre as possibilidades das equipes como o do próximo domingo.
O Atlético, vice-líder do campeonato com apenas uma derrota fora de casa, ocasião em que apesar do resultado jogou bem, é o favorito. E o Coritiba, o antepenúltimo colocado, com apenas uma vitória em casa, e nas derrotas com más apresentações, quando não péssimas, entrará em campo com maior obrigação, devendo procurar mostrar que é mais do que parece ser.
Já sei, já sei. Atletiba é atletiba e nem sempre o favorito vence. A história está repleta de exemplos.
Mas ainda que procuremos ficar cheios de esperança, não podemos negar um fato. Em tese o time deles está melhor do que o nosso (“está” não quer necessariamente dizer “é”). E o atletiba de domingo para nós é mais significativo e fundamental do que para eles, salvo quanto a um aspecto que adiante abordarei.
Vencer, para nós poderá significar o início de uma nova caminhada, pois a condição anímica que resultará de uma vitória no maior clássico do futebol mundial – sim, para mim o é – trará pacificação e alguma confiança para uma equipe até aqui desacreditada e que precisa mostrar ainda muito para ganhar a confiança da torcida.
Derrota, por outro lado, aprofundará a crise que vivemos, não sei com que consequências, mas muito ruins sem dúvida. E empate nos manterá na mesma condição na tabela e na mesma crise, o que só poderá ser suavizado um pouco se as condições do desenrolar do jogo mostrarem marcante evolução da equipe.
Para eles, a derrota mudará pouco em termos de classificação no campeonato, pois se manterão no primeiro grupo, mas sem dúvida, e aqui o ponto que mais poderá lhes atingir, além da dor que sempre resulta de uma derrota ela significará uma marca negativa indelével no primeiro atletiba da nova Arena da baixada, tal como aconteceu no primeiro clássico da primeira fase do novo estádio.
É só mais um atletiba? Não, é o atletiba mais importante. Como todos são, cada um no seu momento.
Domingo ao final da tarde saberemos se abrimos caminho para uma nova fase no campeonato ou se a crise se aprofundará.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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