AtleTiba para um predestinado.
Mais um atletiba dentre as centenas já disputados – com vantagem nossa na história dos clássicos – e mais um como final de campeonato, desta vez a 17ª após cada clube vencer oito decisões (1943, 1945, 1983, 1990, 1998, 2000, 2005 e 2016 eles, e 1941, 1968, 1972, 1978, 2004, 2009, 2012 e 2013 nós).
Não há favorito, em que pese o time deles seja apontado pela mídia como mais qualificado do que o nosso. Talvez seja, o atual Coritiba ainda não convenceu, mas atletiba é atletiba - e vice-versa, diria o poeta - e no clássico nem sempre o favoritismo se impõe, na verdade é até esquecido. Em jogos no curso do campeonato no mais das vezes o favorito leva a melhor, é verdade, mas nos clássicos decisivos a campanhas são como que apagadas (vide o Paraná Clube neste ano) e vence aquele que apresenta o melhor futebol e que ao mesmo tempo mostre entusiasmo e espírito de decisão. Por isso, ainda que em tese se diga que eles talvez tenham melhor elenco e comando, entendo que iremos para a decisão em igualdade de condições e os jogos poderão ser decididos não só através da apresentação conjunta do time, como principalmente através do brilho individual de um ou outro atleta.
E é aí que queria chegar, referindo-me ao Kléber, que até hoje não fez nenhum gol em atletibas e, pior, desperdiçou um pênalti que poderia ter mudado a história do último clássico. Logo ele, que é sem dúvida o melhor jogador e destaque do nosso time.
Será o Kléber um predestinado a não marcar contra o rival? Será ele o oposto do Geraldo e do Henrique Dias, que tinham pouca técnica – ao contrário do Kléber – mas marcavam gols decisivos nos clássicos?
A resposta poderá ser dada nos dois próximos domingos. Esperemos que ele deixe o seu nome na história fazendo gols. Mas que não leve para campo essa “sombra” como um compromisso que poderá desestabilizá-lo emocionalmente. Muito mais importante será vencer e conquistar o título, seja quem for que marque os gols. Se o Kléber não marcar, mas ajudar decisivamente o time e conquistar o campeonato, sempre o seu nome ficará na história e na galeria dos campeões. Claro que melhor fazendo gols. Aguardemos.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (15)
