Começar de novo.
Finalmente as tão esperadas eleições e finalmente nos livramos de uma das piores – se não a pior – das administrações que já passaram pelo Coritiba, com um forte recado de rejeição nas urnas, ao tempo em que o novo, a chapa Coritiba Ideal, obteve uma vantagem de votos cuja dimensão não lembro que tenha ocorrido em outra eleição, alcançando folgada maioria absoluta quando na última disputa o vencedor fez apertada maioria relativa, com um pouco mais de um terço dos votos.
A tarefa da nova administração, que hoje se inicia, não será nada fácil. Reconstruir um clube em frangalhos, desacreditado e a caminho de piores tempos se não fosse interrompida agora a descida acentuada que sofremos nos últimos seis anos, especialmente nos últimos três.
Confio na nova administração, seja pelos nomes que a integram, ou seja pelos planos apresentados à torcida. Esta deve ter paciência, não se muda uma situação de caos como a do Coritiba em poucos meses, talvez nem em poucos anos. Propor soluções mágicas e imediatas seria irresponsabilidade. Importante é que estamos despertando e recomeçando e, como na música de Ivan Lins, poderemos dizer “vai valer a pena ter amanhecido”.
Estaremos acompanhando a gestão com olhar, acima de tudo, de amor coritibano, sempre confiante, propositivo e incentivador. Nem por isso, quando nos parecer necessário, apontaremos possíveis erros e tentaremos influencia nos caminhos.
Ao presidente Renato Follador, seus vices Glenn Stengler, Juarez Moraes e Silva, Marcelo Almeida e Osíris Klamaz – e ainda o Vilson Ribeiro de Andrade - nossos cumprimentos e votos de confiança no sucesso.
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Faço questão de registrar a postura do Vialle, coxa-branca histórico, que com dignidade soube receber a derrota, cumprimentar os vencedores, pedir união dos coritibanos e se colocar a disposição para ajudar a nova gestão. Atitude altruísta, compatível com homens de caráter.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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