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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Como entender?

Como entender que o time do Coritiba, depois de uma exuberante apresentação na segunda etapa do jogo contra o Operário tivesse uma má jornada três dias depois contra a limitada equipe do Náutico, que vinha de derrotas para o Brasil de Pelotas e o Brusque?

Teria sido a mudança na meia cancha, com a entrada do Robinho e do Val, que tiveram uma jornada muito fraca? Teria sido um excesso de autoconfiança na capacidade da equipe, que talvez pensasse que naturalmente iria vencer?

Eu não morro de amores pelo Mateus Sales, mas sem dúvida pela apresentação que teve contra o Operário não dá para entender a volta do Val. E o Robinho, que há algum tempo vem jogando mal, deveria ficar para a substituição do Rafinha quando este cansasse, como de praxe. Não que este seja “uma Brastemp”, mas é mais lutador. Aliás, para o futuro campeonato da série A nós teremos que encontrar soluções para recompor a meia-cancha, pois os nomes que temos pouco entusiasmam, salvo o Willian Farias.

A classificação para a série A não está em risco, só uma catástrofe para nos tirar o acesso, mas o título, a depender da campanha do Botafogo, sim. E o título, que não serve para colocar estrelinha na camisa como um outro time já fez, tem a fundamental importância de nos levar até a terceira fase da Copa do Brasil, torneio que, a depender da nossa classificação no campeonato estadual, nos deixará fora.

Se o Botafogo vencer hoje, não dependeremos mais só de nós para conquistar o título, e temos partidas difíceis pela frente, notadamente as próximas contra o Goiás e o CSA se este ainda tiver chances matemáticas de se classificar.

Nada de pessimismo, talvez possamos terminar o dia ainda na liderança, mas a comissão técnica precisa trabalhar a mente dos jogadores para que não se mostrem tão apáticos como ontem, e para ver que inconstâncias na escalação só se justificam quando o time está mal e necessita tentar algo novo. Vencemos bem o último jogo e nada recomendava a mudança de escalação e tática.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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