Como podemos ajudar?
Novos tempos se descortinam no Coritiba com a assunção da nova direção, a qual conquistou corações e mentes dos coritibanos como mostraram o resultado eleitoral e as pesquisas entre torcedores em geral.
Vê-se nas redes sociais que a sofrida torcida de Coritiba está esperançosa e entusiasmada, e vozes lúcidas mostram saber que não se tirará o clube do atoleiro em que se encontra em pouco tempo, talvez sejam necessários anos de um crescendo até atingir ao patamar que desejamos.
Mas o que quero tratar com os amigos leitores é como poderemos nós, torcedores comuns, ajudar ao clube nesse novo caminho.
O Coritiba não é uma pessoa jurídica, não é o estádio, não é a direção e nem o elenco. O Coritiba somos todos nós, o que se convencionou chamar de “nação”. O maior patrimônio do clube é a sua torcida. Como tal, somos todos responsáveis pelo sucesso ou insucesso do clube, e não só a direção, por melhor e mais bem intencionada que seja. Por isso todos têm que ajudar no reerguimento ou refundação do nosso amado clube.
E como podemos fazer isso?
Primeiro, temos que dar uma espécie de carência para a nova diretoria e não sair já a exigir resultados e a reclamar. Não podemos esquecer que encontraram um barco à deriva e fazendo água e não será em pouco tempo que teremos bons resultados.
Depois, e o que me parece ajuda mais efetiva e com resultados em médio prazo, é a conduta de se associar ao clube, com o que, embora não seja a fonte mais expressiva, haverá uma certeza regular de receita.
Associar-se é a retribuição ao clube pela nossa condição de torcedores. É o Coritiba presente em nossas conversas, diretas ou em redes sociais. É o Coritiba que nos permite – não permitiu nos últimos tempos, é verdade, mas voltará a permitir – alegrias. É em razão do Coritiba que acompanhamos o futebol na TV, rádio e jornais. E para quem não é associado, tudo isso gratuitamente. Não deveremos, então, retribuir algo ao nosso clube? Ou vamos continuar a usufruir da instituição Coritiba somente exigindo da direção e torcendo nos momentos bons ou reclamando nos momentos ruins?
Já tivemos 30.000 associados em 2011/2012, ou seja, temos potencial para ter um quadro social forte. É o mecanismo mais fácil, efetivo e ágil para ajudar. Há planos para todos os bolsos, é só acessar a página do clube e se informar.
Ah, dirão alguns, mas qual a vantagem em se associar agora, quando a presença no estádio está vedada até passar essa maldita pandemia? Bem, se for o caso de pensar somente no próprio bolso, então não se estará ajudando ao clube, mas sim esperando para fazer um negócio que possa dar lucro monetário.
A nova direção, em especial pela liderança do presidente Follador, é portadora de nossas esperanças e está legitimada a fazer as mudanças necessárias. O reconhecimento e o depositar de esperança de quase todo o quadro social e da torcida em geral merecem não apenas manifestações de apoio, mas a efetividade dele, e a mais eficaz a médio prazo, insisto, é se associar.
E que o presidente nos diga como poderemos ajudar mais. Tenho certeza de que a torcida se mobilizará em favor dos novos tempos no clube, justificando o conceito de que constituímos uma nação.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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