Coritiba 1 x 3 Arbitragem
Mas o que não pode acontecer são erros tornados comuns sempre em favor do mesmo time, ou propositais, como a inesquecível atuação do Wilton Pereira Sampaio na decisão da Copa do Brasil contra o Palmeiras. Aí já não entra o fator falha humana, mas outras ponderáveis que se movem nos subterrâneos do futebol.
E também não se encaixa na ideia de que fazem parte do futebol os erros gritantes, em jogadas cuja análise nem precisa de repetição da imagem, e pior ainda se esses erros clamorosos se repetirem contra o mesmo time, em uma mesma partida.
Ontem, a torcida e os cronistas estão fartos de saber, o Coritiba poderia e deveria ter vencido o jogo por 4 x 0. O gol do Henrique, o escandaloso pênalti sofrido pelo Igor Paixão, o gol mal anulado deste, que não estava impedido, e finalmente o claro toque de mão na bola do defensor do Goiás dentro da área, cuja não marcação propiciou o contra-ataque que gerou o gol do adversário. Houvesse VAR, muito provavelmente todos os lances seriam revistos e o resultado nos favoreceria com goleada.
Uma pena que o que a CBF pode fazer é somente afastar os árbitros para uma reciclagem, ficando consumado o prejuízo que, conforme o andamento do campeonato, poderá ser fatal se dois pontos forem necessários para a classificação. Uma reflexão deve ser feita quanto ao quadro de árbitros. Se os que atuaram ontem não cometeram erros propositais – dê-se a eles o benefício da dúvida – certamente se mostraram desqualificados e incompetentes, não à altura de atuar em jogos difíceis.
Diante do fator extrafutebol que decidiu o jogo, quase não há o que falar sobre a apresentação do time, superada pela atuação do trio de arbitragem. Mas não posso deixar de finalizar dizendo que time jogou bem, com destaques para Natanael e Robinho (uma pena que ele não tenha condições físicas de atuar durante todo o jogo, pois está sendo insubstituível), o que acentua a injustiça do resultado construído pela arbitragem.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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