De volta à realidade.
Depois de vitórias apertadas contra o Brusque, Sport e Avaí, jogando bem – ou suficientemente bem - só nos dois últimos, ontem voltamos à realidade.
Vimos mais uma vez um time técnica e animicamente fraco, piorado desta vez pela ausência de boa percepção do treinador, que não soube substituir em tempo peças nulas em campo, uma delas claramente ausente do jogo, o malsinado Robson, cuja manutenção na equipe, agravada pela condição de capitão, é algo que foge à compreensão de qualquer um.
E igualmente é difícil compreender substituições feitas quando faltavam dois minutos para terminar o jogo e desde os cinco minutos da segunda etapa perdíamos e o time precisava de alma nova.
Mostrar os erros individuais do time e os do treinador levaria a um texto quase infindável. Limito-me a alguns, como são os casos já citado do apadrinhado Robson, do Morelli que só trota em campo, do Ronier que de promessa de craque se tornou um peladeiro ciscador, do Benvenuto, enfim praticamente todos à exceção do Morisco e do Frizzo que jogava bem e foi injustamente substituído.
Como disse, nossa realidade é esta, e com o elenco que temos é muito difícil, quase impossível, sonhar em melhora do time. Resta-nos cumprir a tabela beliscando alguns pontos aqui e ali para pelo menos assegurar a manutenção na segunda divisão. Enquanto isso, a nossa SAF vai fazendo transações insuficientes e inaceitáveis – ou não as fazendo - sem que a associação Coritiba e quem a representa tome alguma atitude. O que vemos são investidores aos quais alienamos o clube gerindo mal o futebol em detrimento da instituição que há muito deixou de ser grande e respeitada.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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