Logo COXAnautas

Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

É o pior time da história?

Ontem, durante a transmissão do jogo, o repórter da TV lembrou que em 2011 o Coritiba aplicou no Vasco os mesmos 5 x 1 a que fomos vergonhosamente submetidos.

Ao lado de grandes times como aquele de 2011/2012, o Coritiba teve alguns muitos ruins, como os de uma parte da década de 1990 e os de 2005/2006, 2017, 2019 e o atual.

Em 2005 formos rebaixados com 49 pontos ganhos, em 2009 com 45, em 2017 com 43 e em 2020 com 31. Neste ano, com até agora míseros 14 pontos, impossível fazer campanha igual ou próxima a essas, talvez, com algum esforço, será possível igualar a de 2020.

Dá para dizer qual o pior time que o Coritiba já teve? Talvez pareça difícil, mas um dado na comparação não pode ser esquecido, qual seja o de que nunca o clube teve tanto dinheiro para investir como neste ano. Isso considerado, não dá para negar que é o atual.

A esperança do renascer ou refundar do clube com a SAF está se mostrando uma desilusão. O clube parece ter sido entregue a uma ação entre amigos que estão jogando fora dinheiro e adiando uma eventual recuperação que fizesse do Coritiba novamente uma grande instituição.

Sob influência do pessoal da SAF, que teria começado a agir antes mesmo da aprovação da mudança do modelo, segundo informações que transitam, gastamos milhões com jogadores tais como Bruno Vianna, e mais proximamente Fransérgio, Samaris (cuja qualificação parece ser a de que fala bem a língua portuguesa) e Jessé, que ontem parecia um daqueles gordinhos em jogo entre solteiros e casados. Ao lado deles se mantêm um grande número de jogadores fraquíssimos e seria cansativo apresentar um rol, lembrando-se apenas da pior zaga de história, que já sofreu 51 gols em 23 jogos, ou seja, média de mais de 2 gols por jogo. E sem esquecer que se o goleador do time é o Robson, isso é o paradigma do fraquíssimo time.

Em que pese se saiba que os resultados da mudança de modelo para a sociedade anônima não devam trazer resultados imediatos, jamais seria de se imaginar que a partir da mudança o Coritiba afundaria tanto. No mínimo seria de esperar uma manutenção na série A, até com alguma folga, preparando-se para melhores campanhas a partir dos próximos campeonatos.

Mas não, além do maus jogadores o que tivemos foi a contratação de uma pessoa que disse que o problema estava na cor do fosso, outro que seria palestrante motivacional (deve ser difícil motivar quem ganha pelo menos R$ 100 mil ao mês...), trocamos o preparador de goleiros por um profissional que foi auxiliar do demitido. e nessa toada vamos seguindo e afundando.

A dupla Carlos Amodeo e Artur Moraes, está no comando de tudo, pois o presidente em exercício nem mesmo entrevista tem dado. Se algo deve ser feito para pelo menos minimizar o péssimo desempenho do Coritiba, deve começar por eles que induvidosamente estão fracassando.

Parafraseio Chico Buarque de Holanda em “Vai passar”:

“Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
O nosso clube pai tão distraído
Sem perceber que era subtraído
Em tenebrosas transações”.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (31)
Link copiado para a área de transferência