É suficiente?
Depois de um primeiro tempo entre sofrível e razoável o time do Coritiba cresceu e apareceu na segunda etapa, e mostrou que não fica satisfeito quando o resultado lhe é favorável, pois continua a perseguir o gol, tanto que foi alcançar mais um aos 44 minutos.
O time todo foi bem, ainda que com atuações individuais desiguais.
Destaco duas primorosas defesas do Wilson. Aqui um parêntese para quem não viu o jogo: o Paraná Clube foi amplamente dominado e batido, mas teve alguns bons momentos obrigando a atuação do Wilson, o que só valoriza o nosso resultado.
De destacar ainda as atuações dos dois zagueiros, Wellington Carvalho e Luciano Castan, e ainda do Val, Rafinha e Cerutti, em especial na segunda etapa. Os alas foram bem, mas o Romário escapou por pouco de ser expulso quando teve um incontrolável acesso de indisciplina. Os Matheus, Sales e Bueno não comprometeram, mas não estão à altura de um time que almeja horizontes mais amplos. Léo Gamalho, se desta vez não fez gol, foi muito importante.
Enfim, um excelente resultado.
Mas agora justifico o título da coluna. É esse time suficiente para ter sucesso na conquista do título estadual e, o que é mais importante, na busca do acesso à série A do campeonato nacional?
Penso que não, temos carências. Se o jovem goleiro Marcão não confirmar estar à altura, teremos que contratar outro com urgência. Precisamos de mais um zagueiro e mais um armador (busca que reconheço difícil, pois é posição onde poucos se destacam) que possa fazer o papel igual ao do Rafinha, que não poderá estar em todos os jogos. E ainda precisamos de um ou dois atacantes de ofício, pois além do Léo Gamalho temos somente o Pablo Thomaz, que até hoje não se firmou, e o vetusto Ricardo Oliveira.
De qualquer modo, o que se vê é que o clube está palmilhando um bom caminho. Não será do dia para a noite que teremos um excelente time, mas a amostra até agora permite algum entusiasmo.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (16)
