Equilibrio.
Sim, até foi, mas quem viu o jogo sabe que se havia um time que merecesse a vitória era o nosso.
O Corinthians é um adversário dificílimo para qualquer oponente, posto que, antes de se propor a criar, preocupa-se em não deixar o adversário jogar, no que foi bem sucedido ontem.
O Coritiba pouco errou, foi a marcação forte do Corinthians e um pouco de azar que não nos deixaram sair com a vitória. Criamos oportunidades de gol e o adversário apenas uma real, que foi objeto de anulação por impedimento. Nossa defesa se saiu muito bem, ao ponto de o Wilson quase não ter que intervir. Até o Dodô, que vinha mostrando falhas defensivas, se conduziu bem. Destaque na meia cancha, e do time, a atuação do Jonas, em que pese a insistência em tentar chutes a gol da intermediária. Mais uma vez, assim como ocorreu no jogo contra o Bahia, o Galdezani não se mostrou o mesmo. Não acredito que a renovação do contrato o tenha acomodado. Na frente, bem Henrique Almeida e Rildo, e evidentemente fora de forma o Alecsandro.
E se o time se conduziu bem até perto do final do jogo, ao final decaiu muito pelos erros do técnico nas substituições. Henrique Almeida vinha muito bem, assim como o Rildo. O argumento de que o primeiro foi substituído por estar presumivelmente cansado não resiste à constatação de que cansado há muito estava o Alecsandro, com pouca participação no jogo. Iago entrou muito mal, bem abaixo do Rildo, e o ingresso do Neto Berola quando faltavam apenas dois minutos para o final do tempo regulamentar foi a típica substituição para mostrar que o técnico fez algo, pois nem tempo de pegar na bola o substituto teve.
De qualquer modo, se a apresentação foi de razoável a boa, preocupa o fato de que, disputando seis pontos como mandantes, só conseguimos dois, obrigando-nos a buscar compensação em jogos fora de casa. Vejamos como o time se comporta contra Grêmio e Cruzeiro, fortíssimos adversários. Serão jogos para conferir se temos mesmo bala na agulha e o que podemos aspirar no campeonato.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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