Erros. Novidade?
Mas diante do que vi ontem, não resisto e abandono o meu propósito, ao menos por enquanto.
Não é difícil analisar a apresentação do Coritiba contra o Santos, é mais do mesmo e para pior. Quando se poderia imaginar que em razão das anteriores más jornadas a comissão técnica teria aprendido algumas lições e, mesmo tendo em mãos um elenco muito limitado, trataria de tentar mudar para melhor, vimos uma lambança do treinador, que não sabe “ler” o jogo embora as suas “didáticas” e exculpatórias entrevistas.
O time empatando, quando só a vitória interessava, perdeu um importante jogador por destempero infantil, e a solução foi a de afastar o medo do adversário, tirando os dois únicos atacantes em campo (se bem que um deles não fazia diferença estar em campo ou não) e colocar mais zagueiros e volantes, entre estes o malsinado Fransergio que nunca produziu nada desde que chegou.
Foi demais, assim como é demais saber que deixou no banco o Andrey, em relação ao qual é evidente a implicância do treinador que já testou várias formações, nenhuma delas com aquele. E o Jamerson também é inexplicavelmente afastado mesmo depois de mostrar valor quando da jogada que levou ao segundo gol contra o Atlético-MG.
Mas nenhum erro se compara ao de deixar o time sem atacantes quando só a vitória importava. Ao assim agir, liberou o Santos para ir par a frente sem medo, já que a defesa nem tinha a quem marcar. Um erro primário deixar sozinho o Moreno para tentar algo, ele que nunca se mostrou eficiente em chutes a gol.
E mais lamentável é saber que os dirigentes de fato do clube, Amodeo e Arthur, se mostram inertes aceitando esse estado de coisas pelo qual são grandes responsáveis. Não vejo futuro com esses dois. O furo no casco do Coritiba passa por eles. O ano está perdido, mas uma sacudida na gestão poderia preparar melhor o próximo, quando voltaremos ao que estamos acostumados, qual seja lutar para sair da série B.
Antes de finalizar quero me penitenciar por ter visto como possível que o Tiago Kosloski, quando interino, pudesse ser efetivado ( ). Errei feio o prognóstico, desculpo-me.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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