Eu acredito.
Quem tem o hábito de ler só os títulos das matérias jornalísticas ou nas redes sociais, siga um pouquinho mais.
Eu acredito que não há mais matemática, mágica ou milagre que nos faça escapar de mais um rebaixamento, desta vez provavelmente com a pior campanha da história.
Eu acredito que a responsabilidade final pela catástrofe é da diretoria anterior que montou um elenco sofrível, para não dizer deplorável ou abominoso e outros adjetivos no mesmo sentido.
Eu acredito que um time de futebol que tem sete técnicos em uma temporada é como se não tivesse nenhum.
Eu acredito que os jovens que comandaram o Coritiba nos três últimos anos estão aptos a receber a distinção de haver integrado a pior diretoria a nossa história.
Eu creio firmemente que jogadores como Nathan Silva e o seu homônimo Fogaça, Galdezani, Rodolfo e outros não têm a menor qualificação para jogar em qualquer clube da série A .
Eu acredito que o Yan Sasse e o Mateus Oliveira não são jogadores de futebol, devem procurar outra ocupação.
Eu acredito que o Ricardo Oliveira já é um aposentado e o Rafinha, por mais dedicado que seja e amado pela torcida, tem que ter autocrítica e saber que está na hora de parar, a idade é inexorável.
Eu creio que sem dúvida o Wilson se destaca tecnicamente de todo elenco, mas não esqueço que não é predestinado ao sucesso, estando a ser rebaixado pela sexta vez.
Eu acredito que a atual diretoria não pode ser apontada como corresponsável pelo fracasso, eis que encontrou o clube em penúltimo lugar e com um elenco fraquíssimo, sem tempo legal para contratações.
Eu quero acreditar que, embora no inferno da segunda divisão e tenhamos um campeonato muito difícil em face da força histórica de alguns clubes que o disputarão, a direção saberá montar uma boa equipe, afastando a maioria do atual plantel. E acredito que muitos dos denominados "prata da casa" se firmarão e consagrarão, como já mostraram ser possível.
Eu sou esperançoso de que um dia, em médio prazo, olharemos para trás lembrando esses tempos difíceis, mas em posição de não temer repeti-los. Quero acreditar que a consagração da atual direção nas urnas, com uma maioria muito expressiva e histórica, não nos trará decepções, embora tenha o direito de errar, desde que pontualmente.
E finalmente eu acredito que, embora esteja no inverno da existência, ainda vou viver o suficiente para ver novamente o meu clube glorioso e respeitado. A vida e o meu amor pelo clube me devem isso.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (41)
