Foi bom ou foi ruim?
O resultado de ontem, contra o Vasco, empate em 1 x 1, pode ser visto por dois prismas, talvez conforme quem tem o hábito de ver o copo meio cheio ou meio vazio.
Considerando o baixo rendimento do Coritiba, que quase nada acionou o goleiro Vanderlei, ao fim e ao cabo pode-se dizer que foi um bom resultado, pois afinal não nos afastamos do segundo lugar na tábua de classificação. E é certo que durante um longo campeonato nenhum time deixa de tropeçar em casa, muitas vezes contra adversários mais fracos.
Mas considerando que o adversário era um tanto frágil e que jogamos em casa, quando vemos os adversários que seguem se aproximar na classificação podemos dizer que não foi um bom resultado. Não esqueçamos que só fizemos o gol por causa de uma falha marcante do Vanderlei, que no mais raramente teve trabalho.
O treinador acertou na substituição do carimbador Mateus Sales pelo Willian Farias, mas errou quando fez entrar o Dalberto no lugar do Igor Paixão. Ainda que este estivesse se mostrando muito individualista e encenando faltas a todo o momento, é muito mais jogador do que o Dalberto. Com essa substituição o time perdeu velocidade e jogadas agudas, marcando-se a presença do Dalberto somente pelo fato de atrapalhar um chute do Val que poderia ter sido determinante.
E o treinador não teve sorte com a entrada do Willian Alves - que talvez possa ser bom jogador, ainda precisamos vê-lo um pouco mais - que pouco criou e algumas vezes perdeu a bola de modo a propiciar contra-ataques do Vasco. Igualmente não foi uma boa medida a entrada do Igor no lugar do Natanael, que embora não fizesse uma partida primorosa é mais jogador do que aquele, o qual marcou a sua presença em campo muito mais por um chute que levou a bola quase para a arquibancada do que por qualquer jogada qualificada.
No mais, a defesa continua sendo o ponto forte do time, com a dupla de zaga muito bem ajustada. O gol do Vasco decorreu mais do modo como o Wilson espalmou a bola, para o meio e não para o lado, do que por erro dos zagueiros.
Um resultado apenas razoável, não prejudicial de todo à nossa posição na classificação, mas que também não nos deixou avançar, e que deverá servir para reflexão de que muito ainda há que ser suprido para que tenhamos um time capaz de se manter na zona de conforto até o final da competição.
Enfim, o empate foi bom ou foi ruim? A resposta só poderá ser dada no futuro. O ponto ganho ontem poderá ser suficiente para que consigamos o tão sonhado acesso, ou os dois perdidos farão falta para esse objetivo?
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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