Foi o azar.
Tivemos muito azar e essa situação de má sorte vem perseguindo o Coritiba há muito tempo.
Esse azar que nos persegue iniciou no dia 09 de dezembro de 2017, um dos dias mais tristes da história do Coritiba, quando a divisão entre as lideranças do clube e a união da torcida organizada elegeu o grupo que está no poder - sem nenhum passado de experiência ou de prática de administração que recomendasse - para nos comandar nesse triênio de fracassos que desde então nos acompanha.
Foi muito azar. A entrada dessa gestão na vida do clube será inesquecível pelos tantos e repetidos fracassos. Que má sorte esse resultado no final de 2017. Ou não, já que a responsabilidade pela escolha foi do quadro social, se bem que sem atingir a maioria absoluta na votação.
E aproximando-se o final da fracassada gestão há quem queira que os mandatos sejam prorrogados, sob o infantil argumento de que se a eleição ocorrer em dezembro – como manda o estatuto – o desempenho do time poderia ser prejudicado já que o campeonato se estenderá até fevereiro. Mais do que está? Com a eleição e posse da nova direção nas datas estatutárias talvez haja tempo para um novo e capaz comando conseguir que pelo menos permaneçamos na primeira divisão no ano que vem, o que a esta altura parece muito difícil.
É o único jeito de afastar o azar que nos persegue, eleger uma nova diretoria com ainda um pouco de tempo para fazer algo. Não que os novos mandatários possam ser acusados pelo fracasso se o clube voltar para a série B, pois a culpa será sempre de quem nos levou a esse estado de coisas. Mas pelo menos restará uma esperança, tênue talvez, mas certamente maior do que em permanecendo os atuais gestores.
***************************************************************************
Enquanto isso, a disputa eleitoral, ainda inoficiosa, está se tornando uma lamentável guerra de informações e desmentidos nas redes sociais, o que mostra que a disputa pelo poder talvez não seja altaneira como eu a idealizo.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (18)
