Há luz?
Mais uma mudança no Coritiba, desta vez no comando técnico, e após dois bons resultados a torcida volta a se entusiasmar.
Sem dúvida os dois últimos resultados foram bons – empate fora de casa com um dos candidatos ao acesso e vitória em casa contra o líder – o mais importante sendo a mudança no modo de jogar da equipe, com a defesa se solidificando e a meia cancha mais compacta e produtiva.
Ontem tivemos algumas exibições de gala, como foram os casos do zagueiro Maurício Antonio, do Vini Paulista e mais uma vez do Lucas Ronier. Ainda carecermos de melhores atacantes e ontem fiquei mal impressionado com o Brandão tropeçando nas próprias pernas.
Os demais se saíram bem ou pelo menos não comprometeram, salvo uma exceção, o Leandro Damião. Parece-me que esse jogador está sendo para o time o que foi o Ricardo Oliveira, que aqui chegou já com a carreira encerrada, recebendo polpudos salários e não retribuindo em campo. O Leandro Damião também tem mostrado pouco espírito de grupo, pois além de estar sempre a reclamar quando a bola não lhe é passada, ontem não comemorou o gol do Lucas Ronier, ficando praticamente parado sem ir abraçar o companheiro. Quem não observou, reveja o lance.
Ah, e não digam alguns, como já vi em redes sociais, que o Leandro Damião não está fazendo gols porque a bola não chega a ele em boas condições. Esse conceito, de ficar o atacante dependente de bolas lançadas na área, não prevalece no futebol moderno, é do tempo do Ivo, do Dario ou do Brandão. Hoje o atacante tem que saber jogar também fora da área, buscando a bola quando necessário.
Falei no começo que a torcida voltava a se entusiasmar, mas, curtidos que estamos por momentos assim que não se estabilizaram, aconselho a confiar sempre com um pé atrás. Lembram do entusiasmo pelos primeiros resultados obtidos pelo Tiago Kosloski no ano passado e do desastre que foi em seguida? Eu confio no trabalho do Fábio Matias, que ontem provou uma qualidade que estava em falta no comando técnico, qual seja a de saber fazer substituições. As entradas do Lucas Ronier e do Sebastian, por exemplo, mudaram o jogo. Vamos confiar no trabalho do novo técnico a apoiá-lo, mas daí a pensar desde já que tudo mudou vamos com cuidado.
Parece que há luz no futuro do Coritiba, mas por precaução mantenhamos um lampião por perto até que tudo se aclare.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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