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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Incógnita.



O futuro próximo do Coritiba ainda é uma incógnita.

Um time que se apresentou muito bem contra o Cianorte, mas que há pouco tempo fez dois papelões contra o Cascavel e o Águia de Marabá e que nunca conseguiu vencer ao modesto Azuriz (parece que o Coritiba não se dá bem contra times com nome de animais).

Ainda temos que ver qual é ou será o Coritiba deste ano. É um time que tem qualificação para chegar à final do campeonato estadual e vencer ao rival – que está muito forte – ou, como infelizmente tem sido nos últimos anos, viverá alternando bons e maus momentos, proceder instável e insuficiente para que pensemos em voos mais altos?

O elenco deste ano está bem melhor do que o do ano passado, mas ainda não temos segurança para dizer que isso é suficiente. Temos agora um centroavante qualificado, o Leandro Damião, alguns sendo revelados como parece ser o caso do Lucas Ronier, e outros jogando mais do que no passado, como acontece com o Sebastian Gomes, o nome do último jogo. Natanael e Jamerson continuam instáveis, alternando boas e más apresentações e a zaga, embora indiscutivelmente melhor do que a de 2023, ainda não foi testada por times mais fortes – mas se rendeu facilmente na Copa do Brasil - e temos três nomes que mostraram cartões de visita favoráveis, Giovani Meurer, Mateus Frizzo e Figueiredo.

Por outro lado, Andrey tem sido uma decepção, longe de ser o jogador que já foi. E Robson é o retrato da incógnita que dá título à coluna, pois, depois de se tornar o artilheiro do time no ano, fazendo gols de falta e até de cabeça, parecendo que os seus fãs tinham razão, nos dois últimos jogos se saiu mal, como se voltando a ser o mesmo de temporadas anteriores. Espero que tenha sido somente um hiato de más apresentações e volte a fazer gols.

Então, amigos, temos que ter esperança de que neste ano as coisas melhorem (até porque difícil ser pior do que no ano passado), mas acompanhando o Coritiba desde o final da década de 1950, como é o meu caso, não dá para dizer ainda se já temos o time que ambicionamos voltar a ter. Não o time dos sonhos, até porque no futebol atual a mediocridade parece imperar, mas um bom time, forte e estável, que dê confiança ao torcedor de modo que seja qual for o adversários a equipe se mostre digna de nossa agora remota boa história.

Aguardemos com esperança, esta que nunca nos abandona.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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