Inquestionável
A vitória do Coritiba contra o Toledo, ontem, foi daquelas que se pode adjetivar como inquestionável e portadora de esperança para um futuro melhor na temporada.
O resultado veio ao natural, com o time se mostrando individual e coletivamente muito bem postado, parecendo-me que, depois da apresentação no atletiba, a última foi a melhor deste ano.
Quase todos jogaram bem, mostrando-se difícil, tal como aconteceu no último clássico, dizer quem foi o melhor. Destacaram-se Lucas Claro, Alan Santos, Juan, Kléber e Vinícius. Dentre eles, menção especial ao Vinícius que em poucos minutos mostrou muito, e ao Alan Santos que, se por muito tempo pareceu não ser o volante dos sonhos, nos últimos jogos tem se apresentado muito bem.
Sem dúvida houve um destaque negativo, como foi o caso do
Dudu, que parece necessitar de mais um estágio em time de menor expressão para poder se avaliar se é justificável a sua manutenção no Coritiba. Mas mesmo assim, fique claro, não dá para dizer que fez uma partida horrorosa, apenas foi inferior aos demais. Não se saiu bem também o Leandro, que mais uma vez mostrou que parece querer jogar para si e não para o time, deixando de fazer gol por pretender burilar demais a jogada tal como ocorreu quando da derrota para o PSTC na primeira fase.
Mas mesmo que nem todos jogassem bem – e seria exigir demais querer que todos o fizessem – a apresentação foi impecável. E não é só o placar que reflete isso. Há poucos dias vencemos ao Maringá por 3 x 1, mas na ocasião o time não jogou bem e só alcançou a vitória nos últimos minutos quando o jogo se encaminhava para terminar empatado, com o que talvez não tivéssemos folga na pontuação para levar o segundo jogo das decisões para o Couto. Ontem o placar refletiu com justiça a boa apresentação.
Poderão dizer os mais exigentes que se tratou de uma vitória contra um time médio do interior. Sim, mas se de um lado com o nivelamento por baixo do futebol brasileiro hoje não há mais time fácil de vencer em campeonato algum, por outro se tratou de um adversário que nos derrotou por duas vezes neste ano, o que mostra que desde então o nosso time vem crescendo.
E chamou-me a atenção, desde o primeiro jogo contra o Toledo, no calor do meio-dia, a boa preparação física do nosso time. Temos no elenco alguns atletas que já passaram dos trinta anos de idade, como é o caso do Ceará (o mais velho), Juan, Kléber e João Paulo, os quais estão correndo durante todo o jogo, tanto que ontem o nosso último gol aconteceu aos 41 minutos da segunda etapa, com o veterano Juan. Ou seja, mesmo com o resultado garantido o time ainda mostrava forças para buscar mais.
Enfim, mesmo que eu nunca seja um otimista deslumbrado – quem me acompanha sabe que não, às vezes até sou por demais exigente – estou esperançoso de que não só podemos alcançar o título estadual como fazer uma boa campanha nas competições nacionais que se avizinham.
Uma observação. Fugindo um pouco da análise sobre o Coritiba, penso que o Eduardinho, do Toledo, deve ser bem olhado por nossa comissão técnica.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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