Lembranças coritibanas. Por que Coritiba e não Curitiba?
Em 1919, por decreto do presidente (assim se denominava o cargo) do Estado, Affonso Alves de Camargo, foi determinado que a grafia a ser usada seria Curityba. Em 1943, quando de reforma ortográfica, o “y” foi retirado da nossa língua e o nome da cidade passou a ser usado como Curitiba, o qual se manteve definitivo.
O clube, porém, manteve sempre o nome escolhido em sua fundação, associado à cidade com a grafia que esta usava na época.
E usamos “foot ball club” também em nome da tradição, pois na época da fundação inexistiam palavras correspondentes na nossa língua, vindo o neologismo algum tempo depois (vários clubes mantêm a grafia inglesa, por exemplo, o Fluminense). Não haveria sentido em manter o nome original, ainda que com a reforma ortográfica, mas alterar a composição quando as palavras “futebol” e “clube” se incorporaram na nossa língua.
Esse é o nosso Coritiba, que mantém o nome, as cores (o primeiro alviverde do país), bandeira e o escudo desde a fundação.
Editei a coluna para atender ao pedido de um leitor sobre quem está na foto. O primeiro presidente, João Viana Seiler (o primeiro à esquerda de quem olha a bandeira)e Constante Fruet, vice-presidente (o primeiro à direita de quem olha a bandeira). Os demais fundadores foram Alberto Glaser, R. Naujoks, Frederico Santos, H. Roskamp, M. Roskamp, Frederico Essenfelder, A. Naujoks e R. Thiele (alguns nomes só consegui a inicial do prenome. Nem todos estão na foto e não tenho certeza sobre a identificação de cada um dos demais.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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