Léo Gamalho
Raramente dou às minhas colunas o nome de algum jogador, mas hoje vou fazê-lo para homenagear o destaque entre os destaques no jogo de ontem, o Léo Gamalho.
Não só pelos dois gols que fez, mas principalmente pela jogada que levou ao gol do Robinho, quando matou uma bola que vinha do alto e, sem olhar, tocou-a com o lado do pé como se adivinhando que o companheiro se aproximava, colocando-o em condições de marcar. Jogada de quem conhece. O lance me lembrou de um do Pelé na Copa do Mundo de 1970 (não amigos, não estou comparando o Léo Gamalho ao incomparável Rei do Futebol, mas tão somente a jogada). Na partida final, contra a Itália, Pelé tinha a bola na frente da área e, adivinhando a aproximação do Carlos Alberto, sem olhar a tocou de “três dedos” para que o companheiro fizesse o quarto gol, tal e qual fez o Léo Gamalho ontem, com o acréscimo de ter “matado” o esférico antes.
E por falar em Pelé, o placar da partida de ontem me lembrou também dos jogos do quase invencível Santos dos anos 1960 (não amigos, não estou tendo a ousadia de querer comparar o atual Coritiba àquele Santos que foi duas vezes campeão do mundo, refiro-me ao placar e já explico). É que para aquele Santos não importava tomar alguns gols, pois fazia mais, seus jogos quase sempre tinha placares elásticos tal como o de ontem, confirmando o dito popular de que a melhor defesa é o ataque.
Enfim amigos, o time ontem foi muito bem, salvo algumas deficiências nas laterais. Passamos um susto inicial por um erro de arbitragem cuja interpretação eu desconhecia, mas aprendi com o comentarista que foi árbitro de Copa do Mundo e não jornalista com curso de final de semana. Reagimos, passamos outro susto dominados por uns quinze minutos no início da segundo etapa, mas mostramos personalidade de nos impusemos conquistando uma convincente vitória.
Destaques para Andrey, Clayton, Robinho, Warley e Muralha.
E fora de campo destaques para o Morínigo e para a direção que está nos dando um bom elenco com acerto nas contratações.
Vamos lá. O caminho do sucesso depende do nosso trabalho, e este está sendo feito de modo sereno e confiável.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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