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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Mais um ano com pouca perspectiva.

Passam-se os anos e mais uma vez não temos um time confiável.

Vitórias contra os times de menor qualidade, como Andraus e Rio Branco, parecem iludir-nos, mas, quando nos defrontamos com um adversário minimamente qualificado, vemos que entramos em mais uma temporada com um time fraco e que não permite esperanças.

Ontem, assistimos a uma das piores apresentações do Coritiba nos últimos tempos, quando o time da casa, clube histórico pela sua grandeza no passado, parecia estar jogando fora dos seus domínios contra um adversário fortíssimo.

Talvez uma estatística indique que o Coritiba teve mais posse de bola – mais ainda o Morisco, por cujos pés e mãos a bola a toda hora passava – mas a verdade é que foi uma posse inútil e covarde, com toques laterais e recuos que lembraram o time de 2024.

A obtenção de efeito suspensivo no recurso junto ao TJD nos fez mais mal do que bem, pois os suspensos – Josué, Sebastian, Brumado e Filipe Machado – nada produziram. O colombiano corre o tempo todo, mas como uma barata tonta, não conseguindo desarmes e nem fazendo passes. Josué, que deveria ser o armador, foi muito mal e às vezes parece desinteressado. Brumado e Bianchi entraram para fazer o quê?

Enfim, entre os piores destacaram-se todos, exceto o nosso promissor goleiro que logo, logo a SAF transformará em lucro para os seus associados (da SAF, não do clube).

Temos que reforçar muito o time, e o Mozart parar de se auto enganar nas entrevistas, em que sempre parece não ver, ou não querer ver, as deficiências do time.

A continuar assim, o ano promete ser repetição de 2024 em todas as competições e o Coritiba aos poucos se apequenando cada vez mais.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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